TODOS REVIEWS

LEGENDA (NOTAS):
CD/DVD - 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
SINGLE/DEMO/EP - 1 2 3 4 5

LINE UP:
Eduardo Martinez – guitars
Fábio Laguna – keyboards
Nando Mello – bass
Aquiles Priester – drum
Humberto Sobrinho – vocals
Lançamento: 2009
Gravadora:
Dynamo Records
Site Oficial
INFALLIBLE - HANGAR (23/10/09)
POR: HALLINA TRZECIAK
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Infallible, do inglês “Infalível”, definição que se aplica perfeitamente a banda que vem se superando a cada lançamento, no decorrer de seus doze anos de carreira. Na produção do álbum, a banda se recolheu em um sítio em Tatuí, interior paulista, para realizarem as gravações de guitarra, baixo, teclado e vocal através da unidade móvel do estúdio Daufembach, comandada pelo engenheiro de som Adair Daufembach, exceção a gravação da bateria que fora no The Magic Place em Florianópolis. Na seqüência, Aquiles Priester (que assina a produção do disco) viajou com Adair Daufembach para Celle, na Alemanha, na etapa de mixagem e masterização ao lado do produtor Tommy Newton, no estúdio Area 51. Em termos de estrutura, pode-se notar que a qualidade é inquestionável, já com relação a parte técnica, posso considerar Infallible um dos melhores lançamentos nacionais de 2009. Esse disco confirma a competência do novo vocalista Humberto Sobrinho, o qual demonstra versatilidade e identidade própria na interpretação das novas composições; já Eduardo Martinez se destacou mais nesse álbum que nos demais, com timbres mais variados, bases e solos mais trabalhados. A arte gráfica, um tanto quanto distinta das demais (em especial na capa do álbum), fora elaborada pelos designers Vanessa Döi e Luciano Sorrentino. O trabalho ainda conta com algumas participações especiais, tais quais: Theo Vieira, Stefanie Schirmbeck e o grupo Roupa Nova.
A faixa de abertura é “The Infallible Emperor – (1956)”, através da qual é possível notar uma certa distinção dos álbuns anteriores e a potência que virá nas demais músicas. Um trecho que me chamou a atenção fora “It’s Never Late To Find. The strength inside your eyes”, faz você parar para pensar com toda certeza. A seqüência traz “Colorblind”, uma música muito bem executada a qual conta com uma introdução diferenciada, uma bateria esmagadora e um vocal bastante particular. “Solitary Mind” possui uma ótima melodia, cativante, que inicia calmamente e em poucos segundos revela um vocal surpreendente. “Time To Forget” é sem duvida a grande balada do álbum, faixa a qual conta com a participação de Theo Vieira, na minha modesta opinião uma das melhores músicas do álbum, em especial pela sincronia entre as vozes de Humberto Sobrinho e do convidado especial. “A Miracle In My Life” traz uma introdução sem comentários e a potência do vocal de Humberto Sobrinho, seguida por “The Garden”, primando novamente pelos riffs, música bem heavy. “Dreaming Of Black Waves” conta com a participação de Stefanie Schirmbeck, da banda Holiness, e foi escolhida para o primeiro clipe. “Based On A True Story” é também uma boa balada, com um vocal suave nos primeiros acordes e melodia muito bonita na continuidade, Humberto Sobrinho é sem dúvida um vocal que supera a cada música. “Handwritten” é uma das músicas mais pesadas do álbum e porque não classifica-la como um bom thrash metal, com um vocal mais rasgado, mostra um lado da banda um tanto quanto diferente. “Some Light To Find My Way” trata-se de outra boa música, o tipo de faixa que você se empolga e começa a cantar junto.
O álbum conta com dois covers, “39” do Queen e “Mais uma Vez”, que conta com a participação mais que especial do grupo Roupa Nova nos vocais. Já para os fãs japoneses há um versão bônus contendo regravação de “Like A Wind The Sky” do disco “Last Time”. “Elas (as letras) falam sobre a força que move o ser humano, que acredita que deve buscar e fazer tudo honestamente pelos seus objetivos. É um disco otimista do ponto de vista de lutar e buscar resultados. É o nosso trabalho mais extremo, tanto no aspecto técnico, virtuoso e rápido, como também no lado mais melódico e acessível”, disse Aquiles Priester em entrevista cedida ao jornalista e crítico musical Antonio Carlos Monteiro.


LINE UP:
Leko Soares - guitar
Tim Alan Wagner - guitar
Michel Aguiar - bass
Marcelo Benelli - drum
Leo Oliveira - vocal
Lançamento: 2008
Gravadora:
Die Hard
Site Oficial
SOME WAYS BACK NO MORE - LOTHLÖRYEN (01/11/08)
POR: THIAGO RAHAL
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Poucas bandas no Brasil surpreendem com sua sonoridade como os mineiros do Lothlöryen. Calcado no folk metal, a banda alcançou uma evolução impressionante do primeiro álbum para o álbum Some Ways Back No More. Diferente de seus conterrâneos do Tuatha De Danann com os quais instrumentos regionais e a música celta se fazem presentes, o Lothlöryen alternou em seu novo álbum com a sonoridade característica do heavy tradicional, as melodias, solos e riffs do power metal e claro, os temas medievais dando assim um toque especial às composições.
A banda mesclou em único álbum inspirações que vão de bandas como Blind Guardian até Jethro Tull, fazendo algo atual e moderno. No quesito letras, ocasionalmente faz-se menções ao conceituado J. R. R. Tolkien (criador do clássico Senhor dos Anéis), principalmente na música Hobbit´s Song. My Mind In Mordor, faixa que abre o álbum, teve um destaque especial para as guitarras pois seus riffs se encaixaram perfeitamente na sonoridade característica do grupo. A faixa Some Way Back no More (destaque para o poema Namárie de Tolkien, em sua abertura) com sua pegada power metal, contrasta com o restante do disco, uma boa opção para execução em shows, pois sua energia e qualidade são impressionantes. Além das composições, o encarte e a embalagem se destacam da maioria das bandas, o formato Slipcase, (com imagem diferente da ilsutrada no encarte) e as fotos a cargo do ilustrador Robson Piccin dão o toque especial ao pacote.
O vocalista Leo Oliveira, ao lado dos guitarristas Leko Soares e Tim Alan Wagner foram os destaques individuais do álbum, chamando a atenção pela criatividade nas melodias apresentadas. A Secret Time talvez seja a mais pesada canção do disco, principalmente pelo seu riff inicial e a cadência um pouco diferente das faixas anteriores. Outro destaque é a balada radiofônica White Lies (Take me Home), que deverá ser utilizada em seus shows para acalmar os presentes. Por fim, a “épica” Unfinished Fairytale acaba por mostrar as qualidades individuais do grupo. Caro leitor, se você busca algo cativante, novo e com qualidade você encontrará em Some Way Back No More do grupo mineiro Lothlöryen.


LINE UP:
Junior Mais - guitar
Yuri Leite - guitar
Adriano Abreu - bass
Saulo Oliveira - drum
Nathiel Silva - keys
Marcísio "Mac" Coelho - vocal
Lançamento: 2008
Gravadora:
Independente
Site Oficial
OIYAMAT - HOSTILE INC. (01/11/08)
POR: THIAGO RAHAL
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 8,5 9 10


O que me impressiona no Brasil é o fato de que cada vez mais pessoas estão aderindo ao movimento metálico nacional e, conseqüentemente buscando aprender algum instrumento e a partir daí, formar uma banda seja ela qual estilo for. Diretamente da terra do sol (Fortaleza) os cearenses do Hostile Inc. surpreendem pela qualidade das músicas, pela força de vontade dos músicos e da qualidade de gravação de seu álbum de estréia, o criativo Oiyamat.
Para os que não conhecem a banda e gostam de “rótulos” o grupo se encaixa perfeitamente no Death Metal Melódico, praticado por algumas bandas como Dark Tranquillity, In Flames, Children Of Bodom, etc... Porém, não fique achando que a banda só imita ou copia esses grandes nomes. Pude perceber outras influências e mudanças de andamento em suas músicas, com riffs criativos e cativantes, passagens de piano e teclados na medida certa, tornando assim um som até certo ponto agradável de se escutar. Com músicas longas e bem trabalhadas, os cearenses parecem ter acertado na fórmula de mostrar competência logo no seu primeiro disco, ganhando um destaque na mídia especializada e entre os fãs locais, aliado ao fato de que a banda utiliza-se de instrumentos locais desde sua primeira gravação, tais como o triângulo. Acalme-se quem acredita que vai escutar isso como foco principal, não é o caso do Hostile Inc, pois os mesmos o utilizam o instrumento de forma adequada e sem forçar nada. Destaques para as músicas Alea Jacta Est, The Universe Outside e a épica Sheep and Wolves. Recomendo esta banda para os amantes do metal extremo e principalmente, do metal nacional.


LINE UP:
Rodrigo Hidalgo - guitar
Ricardo Winandy - bass
Rafael Pensado - drum
Miguel Spada - keys
Danilo Herbert - vocal
Lançamento: 2008
Gravadora:
Independente
Site Oficial
DESTRUCTIVE DEVICE - MINDFLOW (04/09/08)
POR: THIAGO RAHAL
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 9,5 10


Evolução e criatividade, essas duas palavras sintetizam o novo álbum da banda paulista. O grupo que lançou com competência seu primeiro disco em 2004 - o excelente Just The Two Of Us...Me And Them – sempre primou pelo crescimento musical e intelectual dos seus músicos e conseqüentemente de suas canções, tendo como ponto alto uma formação coesa e que até hoje não sofreu baixas.
Produzido pelo experiente Ben Grosse (Megadeth, Slipknot) e gravado no Mosh Studios em São Paulo, e também no The Mix Room em Los Angeles, Estados Unidos o “dispositivo de destruição” em minha opinião ganhou muito no quesito produção. O que pude notar como característica principal desta evolução foi o peso das guitarras aliado a cozinha (baixo e bateria), fazendo com que o som da banda subisse até o último volume. O som está mais orgânico, direto e simples para os padrões que a banda sempre nos mostrou no decorrer dos anos. Exemplos para isso não faltam, músicas como “Destructive Device” e “Breakthrough” - que possui um grande apelo radiofônico, mas sem se tornar melosa e ou piegas, muito agradável de escutar diga-se de passagem – são diretas e com riffs desconcertantes. Uma das melhores canções do álbum a pesadíssima “Lethal” faz jus ao nome e torna-se letal aos ouvidos dos fãs, pois provavelmente Rodrigo Hidalgo tenha criado o riff mais pesado de sua história na banda, isso sem esquecer alguns elementos da música com vocais guturais que a tornaram bastante interessante. “Under an Alias”, “Inevitable Nightfall” e “Fragile State of Peace” mostram o lado mais progressivo e que se tornou na marca registrada do grupo. Duas músicas curiosas fazem parte das doze faixas presentes no disco, mas que sem elas o mesmo perderia um pouco a graça, pois as mesmas explicam um pouco sobre o conteúdo das letras e passam um clima interessante e pesado. As canções que na verdade são diálogos tensos e até certo ponto aterrorizados, fazem com que o ouvinte -que tenha um pouco de conhecimento sobre filmes de terror/suspense - lembre alguns clássicos da telona, tal como o “Massacre da Serra Elétrica” (será que a banda se inspirou nele ou em algum filme parecido para estas faixas?). Vale lembrar que estas faixas cujas influências de filmes aterrorizantes são latentes, e já existem no mercado com o nome de experiências binaurais, onde o ouvinte acaba se tornando uma das vítimas do torturador, deve ser escutada com o fone de ouvido por terem sido gravadas em formato 3D. Mas você deve estar se perguntando, que torturador é esse? Aí está o questionamento que o grupo quer passar para os fãs, a resposta vocês terão que procurar. A Agência de Inteligência precisa de novos recrutas e vocês fãs da banda estão convidados para procurar as evidências que o serial killer deixou, para então prendê-lo. “Shocking Death Bed Confession” um petardo de mais de dez minutos fecha o disco da maneira que o Mindflow mais adora, com peso, passagens intricadas, vocais melodiosos e característicos e solos complicadíssimos.
O disco parece ter caído no gosto dos americanos e a banda que já fez uma turnê bem sucedida pelos Estados Unidos promete grandes surpresas para o Brasil. Só nos resta esperar por mais discos, mais músicas e o mais importante de tudo isso, o Heavy Metal brasileiro sempre no topo, seja com o progressivo, com o tradicional com o Thrash Metal, com o Power Metal ou por que não, com o MindFlow.


LINE UP:
Iuri Nogueira – guitar
Alexandre Zanetti – drum
PA Vieira – bass
Igor Nogueira – keys
Júlio Vieira – vocal
Lançamento: 2008
Gravadora:
Independente
Site Oficial
SINGLE MESSENGER'S RAGE - MR. EGO (25/06/08)
POR: THIAGO RAHAL
NOTA: 1 2 3 4 4,5 5


O Mr. Ego que foi criado em 1995 na cidade de Monte Azul Paulista, interior de São Paulo e que já consta com uma carreira sólida na cena nacional, lançou recentemente em seu Web Site oficial (www.mrego.com.br) um websingle da música Messenger's Rage. Duas músicas fizeram parte deste lançamento que mesmo sendo no formato mp3, ganhou capas e encartes - muito bem feitos por sinal – lançados no pacote. Comentarei música por música como sempre foi um costume meu nestes casos especiais, ou seja, os famosos singles.
Messenger's Rage: Uma das primeiras canções apresentadas por esta nova formação. Realmente tem cara de single, mas não pense que ela tem aquele clima simples e meloso das baladas radiofônicas. Ela é pesada e conta com um riff direto e marcante (criado por Iuri Nogueira) daqueles que ficamos cantarolando sempre que lembramos. A cozinha liderada por PA e Alexandre Zanetti seguram bem a música dando um clima interessante. Em resumo, uma canção eclética e que fatalmente agradará gregos e troianos.
Evil Force: Diferentemente da primeira canção que tinha como principal elemento à levada com groves de altíssima qualidade, musicalidade e técnica, esta aqui se baseia principalmente e decididamente em algo que o Heavy Metal pede, ou seja, PESO. O destaque sem dúvida ficou a cargo de Iuri Nogueira que incorporou mestres das seis cordas em seus riffs, tais como: Michael Romeo (Symphony X) e Dimebag Darrel (ex-Pantera). Júlio Vieira que vem evoluindo a cada lançamento melhorou e muito nos drives e na entonação, principalmente depois de alguns shows que o grupo realizou no interior paulista.
Vale lembrar que estas músicas ainda não foram totalmente mixadas e masterizadas, pois são somente versões demos e com isso só nos resta esperar pelo lançamento do tão esperado e aguardado álbum Mythology.


LINE UP:
Hugo – guitar/bass/vocal
Yann Mouhad - guitar
Damien Rainaud – drum
Julien – bass
Nathalie Olmi – vocal
Lançamento: 2006
Gravadora:
Magna Carta
Site Oficial
THE EREYN CHRONICLES PART I - ANTHROPIA (25/06/08)
POR: ROSBERG LIMA
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


A França acaba de me surpreender com uma excelente banda de Progressive/Speed Metal, ela se chama Anthropia e acaba de lançar o seu primeiro álbum The Ereyn Chronicles Part I The Journey Of Beginnings pela gravadora Magna carta (conhecida por excelentes lançamentos). Primeiramente a intro Wellcome To Ereyn digna de aplausos, instrumental grandioso unido de um coro excelente. Question Of Honor mostra todo o poderio sonoro da banda, o baixo de Hugo é simplesmente estrondoso, os riffs são tão afiados e cortantes quanto uma espada samurai. O álbum aborda temas um pouco anacrônicos, mas considerando o que o inspirarou, os aspectos incongruentes fazem dele um excelente álbum. Abordando temas que falam sobre ferreiros, duendes zombeteiros, bárbaros mercenários e até mesmo a Succubus. As músicas são extremamente longas, porém não se deixa cair na mesmice algo muito difícil de fazer atualmente. Through the Sleeping Seaweed é totalmente instrumental, uma excelente faixa para se observar toda a técnica dos músicos. Solos de guitarra memoráveis, uma bateria completamente anormal, quebradas incríveis e momentos melancólicos fazem parte desta música. Lion-Snake é uma canção maravilhosa, podemos ouvir o belíssimo vocal de Nathalie Olmi fazendo um magnífico dueto com Hugo. Para tornar o álbum completo, o mesmo contém um vídeo falando sobre a banda e suas influências. The Ereyn Chronicles Part I The Journey Of Beginnings é um álbum extremamente complexo, surpreendente, versátil, cheio de explosões sonoras. Anthropia, eis uma banda que você leitor tem o dever de conhecer e ouvir!

LINE UP:
Various
Lançamento: 2006
Gravadora:
Magna Carta
Site Oficial
PRIME CUTS - JORDAN RUDESS (25/06/08)
POR: ROSBERG LIMA
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 9,5 10


A gravadora Magna Carta continua lançando Prime Cuts. Desta vez o artista escolhido foi o grande tecladista Jordan Rudess (Dream Theater), ele também já gravou com David Bowie, Annie Haslam, e Vinnie Moore. Jordan foi considerado um garoto prodígio no piano, ao ouvir o Prime Cuts eu não tive nenhuma dúvida de que Jordan é realmente um magnífico tecladista. Neste disco estão reunidas músicas do projeto Liquid Tension Experiment e do próprio Jordan Rudess, além de envolver outros nomes da mesma categoria como Mike Portnoy, Kip Winger, Terry Bozzio, Robert Berry e Rod Morgenstein entre tantos outros que aparecem neste álbum. Inicialmente ouvimos a faixa Universal Mind (Liquid Tension Experiment), a mesma se trata de um Progressive Metal muito bem executado. O teclado de Jordan é simplesmente magnífico, ele varia constantemente o seu som. O mais interessante é o fim desta faixa que termina com um som freqüentemente tocado em circos ao fim dos espetáculos. Tear Before The Rain é uma ótima balada, em que Jordan faz com que apareça a sua voz, aliás, uma admirável voz. Seguindo o disco a canção Revolutionary Etude é uma das suas composições, um piano é o instrumento escolhido para a sua execução. O feeling transmitido por esta faixa é único, um sentimento de tristeza envolve completamente o ouvinte. Esta é sem dúvida uma das melhores canções do Prime Cuts. Mais uma música é executada, Outcast. Essa por sua vez é completamente instrumental, o teclado é o instrumento utilizado. Ela é bastante calma, passa um sentimento de paz, sons do vento criam a atmosfera perfeita. Essa com certeza merece destaque. A oitava música é uma surpresa, nada mais nada menos que um cover do Elp com a canção Hoedown. O resultado final dela foi excelente, Robert Berry demonstrou toda a sua habilidade com o baixo, Jerry Goodman fez um excelente trabalho com o violino, Simon Phillips na bateria e Marc Bonilla na guitarra desempenharam o seu papel com maestria e o Jordan Rudess era simplesmente genial. Para encerrar o disco Feed The Wheel, um Progressive Metal genuíno. O disco conta com um vídeo onde Jordan fala um pouco sobre a sua história e algumas dicas sobre ser um bom tecladista. O Prime Cuts mostra toda a versatilidade de Jordan Rudess, um trabalho magnífico feito para os apreciadores de música de qualidade.

LINE UP:
Paulo Caetano – guitar/vocal
Rogerinho – guitar
Teddy – drum
Casito – bass/vocal
Lançamento: 2006
Gravadora:
Cogumelo Rec.
Site Oficial
ODE TO DEATH - WITCH HAMMER (25/06/08)
POR: ROSBERG LIMA
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 7,5 8 9 10


É isso mesmo, quem não se lembra desta banda Witchhammer?! Depois de quatorze anos sem lançar material, eles retornam com Ode To Death. São mais de cinqüenta e seis minutos de Thrash com alguns elementos de outros estilos como o Death Metal. Quem conhece o Witchhammer de longas datas sabe que a cada CD lançado a banda muda sua sonoridade mantendo algumas características originais. E não poderia ser diferente em seu novo álbum, a começar pela faixa Oija Board que varia entre momentos de cadência outrora um som mais agressivo. Também é possível notar passagens na música que se assemelham com o Death Metal. Seguindo o disco Wrath Of Witchhammer, a mesma continua com a mesma pegada da primeira música sempre com vocais alternados entre guturais e rasgados o que deixa o disco um pouco mais interessante. The Machine Of War é uma das melhores em minha opinião, uma música que não é veloz muito menos lenta, ela todos os instrumentos são bem dosados. Chegando à metade do disco é observada uma falta de variação sonora, isso faz com que o Ode To Death se torne um pouco chato. Felizmente ao ultrapassar sua metade o disco melhora com destaque para a Weekend In Auschwitz que nos remete ao Oldschool Thrash Metal. E a velocidade continua aumentando, Witchery é uma daquelas que nos faz sacudir o pescoço sem piedade até parti-lo. E para encerrar Perseguição completamente cantada em português, além disso, a música é ótima. Em seu minuto final o que se ouve é um ataque de solo de guitarras cortante e rápido. A produção está ótima e o encarte se transforma em um pôster. Em geral, são várias mudanças no som do Witchhammer, mas o grupo ainda está bom. Agora é esperar para ouvir o próximo lançamento da banda e quais serão as novas mudanças sonoras.

LINE UP:
Bob Zamudio – guitar
Tak Boroyan – guitar
Ryan Markley – drum
Alex Zabolotsky – bass
Alex Brugge – vocal
Lançamento: 2006
Gravadora:
People LY Rec.
Site Oficial
DEADROSE JUCTION - ANGEL CITY OUTCASTS (25/06/08)
POR: ROSBERG LIMA
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


A People Like You Records apresenta mais um lançamento de peso, Angel City Outcasts. Em seu debut Let It Ride o grupo americano demonstrou grande potencial e correspondendo as expectativas o seu segundo e mais novo lançamento Deadrose Junction é mais um ótimo álbum. È quase uma hora de Punk Rock venenoso, Made for This tem uma levada mais balançante, um Rock ‘n Roll mais tranqüilo. Down Spiral já tem um ritmo mais acelerado, o grupo começa a mostrar o clássico Punk. Eles conseguem variar bastante as músicas em todo o CD, hora veloz com uma pegada forte outrora mais lenta, isso faz com que este disco seja no mínimo interessante. Sunset Suitan é uma dessas faixas lentas, Rock ‘n Roll alegre e contagiante. As letras musicais são bem construídas pelo grupo. Ao chegar à metade do disco uma faixa instrumental, ela nos remete aos tempos antigos de duelos do velho Oeste. Em seguida Horns N Halos essa é direto no queixo, o vocalista Alex Brugge corta os tímpanos do ouvinte, e os guitarristas Bob e Ryan dão um show de coesão. Eles conseguem construir ótimas canções, múltiplos refrões, intro e solos estendidos. Também é abordado alguns temas políticos e sociais como, por exemplo, na música Cutthroat em outras eles conseguem ser bem divertidos como a Where I Belong. Em nível de produção, eu só posso dizer que está excelente, a capa ficou ótima. Apesar de se apenas o seu segundo álbum eles demonstraram ser capazes de se igualar ou até superar muitas das bandas que já são consideradas as “melhores” no estilo.

LINE UP:
Júlio – guitar
Yuri – drum
Diego – bass
Lúcio – vocal
Lançamento: 2006
Gravadora:
Independente
DEMO THERE BLOOD COMING - DEFORMITY BR (25/06/08)
POR: ROSBERG LIMA
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Há exatamente onze anos, em Feira de Santana na Bahia nascia a banda Deformity BR. A mesma é dona de um Death/Grind de alta potência, Lúcio (vocal), Júlio (guitar), Yuri (drums) e Diego (bass), compõe esta máquina sonora chamada Deformity BR. Após quatro anos foi lançado o primeiro promo CD contendo a faixa Disgrace Is Coming isso era apenas o começo da saga destes guerreiros do underground. Passaram-se dois anos e foi lançado o demo CD Fleshless Remains, a mesma continha três músicas de tirar o fôlego de qualquer banger. A evolução sonora da banda era bastante visível, logo a banda foi convidada a participar da coletânea Killing All The Posers (Metal Blood). O grupo modificou por algumas vezes a sua formação, e o último deixar a banda foi Marcello (bass), isso fez com que a banda retomasse a sua formação original. Para a satisfação de muitos fãs da Deformity BR eles acabam de lançar o novo demo CD intitulado There Blood Coming. São apenas duas músicas, mas mostra todo o poderio sonoro do grupo. A primeira faixa Squeezing Necks começa de forma mais agressiva possível, Lúcio continua destruindo os ouvidos com seus grunhidos, Yuri arrasa com sua bateria frenética. Em seguida Tumor, uma música bastante veloz. O ouvinte é tomado por uma vontade incontrolável de sacudir o pescoço. Mesmo com onze anos na estrada, infelizmente a banda ainda não lançou um full length, mas esperamos que isso não demore em acontecer. Enquanto isso, There Blood Coming é um ótimo aperitivo para os devoradores de Death Metal.

LINE UP:
Gustavo Silveira – guitar
Frank Schieber – guitar
Flávio Pascarillo – drum
Ivan Guilhon – bass
Renato Tribuzy – vocal
PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS:
Bruce Dickinson
Chris Dale
Kiko Loureiro
Mat Sinner
Ralf Scheepers,
Roland Grapow
Roy Z
Sidney Sohn
Lançamento: 2007
Gravadora:
Hellion Records
Site Oficial
DVD EXECUTION LIVE REUNION - TRIBUZY (02/04/08)
POR: THIAGO RAHAL
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 9,8 10


Quando Renato Tribuzy gravou o álbum Execution e chamou toda as suas estrelas, dentre elas Bruce Dickinson do Iron Maiden, ninguém imaginava que o mesmo poderia os reunir em alguns shows no Brasil, mas o cantor não só conseguiu como gravou um DVD que saiu em 2007, pela Hellion Records no Brasil. Alguns vão perguntar, mas porque você deu nota 9,8 e não 10, eu respondo. Porque eu fui aos dois shows que eles fizeram no Credicard Hall e em ambos eles tocaram alguns covers do Iron Maiden que não fazem parte desse pacote, somente por isso. Mas, vamos avaliar este DVD.
Uma dúvida minha, por que bandas como Edguy e Stratovarius não conseguiram gravar vídeos por aqui, se o Shaman e o Tribuzy conseguiram? Será que foi por problemas técnicas mesmo? Pergunto isso, pois a qualidade deste dvd não deixa nada a desejar para os gringos, em termos de áudio e vídeo. Sons e imagens cristalinas, com diversas partes em preto e branco, dando um contraste interessante ao evento em si e o principal, várias câmeras seja mostrando a banda, seja mostrando o público. O menu do disco foi bem feito, simples e direto, direcionando de maneira ágil cada uma das opções presentes.
Tribuzy, além é claro de ter como foco principal os participantes do evento, se mostrou um excelente frontman, correndo de um lado para o outro e agitando o público a todo o momento. Músicas como “Agressive”, “Divine Disgrace” e “The Attempt” se saíram melhor que e a encomenda e sem deixar a empolgação do público cair, que foi latente.
“Absolution”, um dos destaques do DVD, colocou Ralf Scheepers em maus lençóis, pois quem a cantou no disco de estúdio foi nada menos que Michael Kiske (ex-Helloween), mas ele não fez feio, pelo contrário, interpretou muito bem e arrancou aplausos da platéia que bradou o seu nome efusivamente.
“Final Embrace”, uma grande versão do clássico do Primal Fear, que contou com as participações especiais de Mat Sinner e Ralf Scheepers, se mostrou excelente ao vivo e contou com a participação em massa do publico. “Web of Life” e a melhor música do álbum, a faixa titulo “Execution”, foram um dos destaques do evento. Aliás, a canção Execution pode ser considerada uma das melhores da década, principalmente pela sua grande quantidade de riffs criativos e levadas cativantes, algo realmente impressionante.
Para fechar o DVD com chave de ouro, sem antes lembrar e reclamar um pouquinho, sobre a falta dos covers do Iron Maiden e da jam com a música Tush, onde Bruce Dickinson tocou bateria, “Tears of the Dragon”, em uma versão diferente com mais teclados e o vocalista do Iron Maiden em ótima forma, mas por incrível que pareça um pouco inibido, talvez porque o show não era dele e sim do Tribuzy. “Beast in the Light”, uma canção feita exclusivamente para Bruce Dickinson e que caiu como uma luva para o seu estilo vocal, animou os presentes e tornou especial o evento que marcou a vinda de grandes estrelas ao Brasil e a grande conquista de Renato Tribuzy, ao conseguir reunir todas essas feras em único show.


LINE UP:
Bill Kania – guitar
Mato Aghetti – drum
Rob Dexter – bass
Jim Kane – vocal
Relançamento: 2006
Gravadora:
Battle Cry Records
Site Oficial
THE ANTHOLOGY - BATTLE BRATT (02/04/08)
POR: ROSBERG LIMA
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 9,5 10


Mais um clássico do Hard/Heavy Metal, The Anthology foi lançado pela banda Battle Bratt. Quem ainda não conhece esta incrível banda americana não sabe o que está perdendo, é som anos oitenta sem nenhuma frescura. Bem, vou falar sobre o disco The Anthology trata-se de uma compilação contendo canções de 1984-1985, todas retiradas de demos da banda. Ouvindo as músicas é fácil observar influencias de bandas como AC/DC, Iron Maiden, Raimbow e até mesmo Led Zeppelin. Henchman abre o CD, nossa uma verdadeira porrada no queixo, bastante rápida com riffs secos e cortantes, solos contagiantes, empolgantes e um refrão simplesmente perfeito. Nessa compilação a formação da banda é diferente, consiste em Mato Aghetti (D), Bill Kania (G), Rob Dexter (B) e Jim Kane no vocal. O Jim tem um desempenho ótimo. Delusions é mais uma ótima faixa, a cozinha é magnífica fazendo um trabalho e tanto. Surgi a primeira balada, Remember Me ela me faz lembrar de músicas do Led Zeppelin. Nesta compilação há uma grande variação entre as músicas, inclusive maior que no álbum Battle Bratt isso deixa o The Anthology mais interessante. Screaming In The Night começa com um intro de aproximadamente vinte e cinco segundos, logo após começa uma tempestade sonora. Essa é a mais veloz do CD e uma das melhores em minha opinião. Essa é uma canção típica de sacudir o pescoço sem intervalos, os falsetes de Jim são incríveis, Mato dá uma aula de coesão na bateria, Bill arrebenta com sua guitarra extremamente veloz e eu não poderia me esquecer de Bob e seu baixo inconfundível. Para encerrar o disco foi escolhida Henchman, porém essa é uma versão alternativa que ficou tão boa quanto à outra. A produção gráfica está excelente, contendo toda a história do Battle Bratt, fotos da banda em shows e em estúdio, as letras musicais e muito mais. Uma das melhores bandas do estilo anos oitenta que já ouvi!

LINE UP:
Various
Lançamento: 2006
Gravadora:
Magna Carta
Site Oficial
PRIME CUTS - ROBERT BERRY (02/04/08)
POR: ROSBERG LIMA
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 9,5 10


Há um bom tempo atrás a gravadora Magna Carta lançou uma série de álbuns tributos para homenagear grandes bandas como Yes, Pink Floyd, Jethro Tull, Genesis, Elp, Rush... Dentre todos estes tributos um nome sempre esteve presente, Robert Berry. O mais interessante é que em cada um destes álbuns as músicas executadas por ele eram sempre excelentes. Bem, a Magna Carta acaba de lançar o álbum Prime Cuts de Robert Berry, o mesmo contém todos os covers que ele tocou. Para começar este incrível disco a faixa escolhida foi Roundabout do grupo Yes, ela começa com um arranjo ótimo e diferente. Em seguida Minstrel In The Gallery (Jethro Tull), a música é tocada de forma extremamente empolgante, o feeling passado por Robert é simplesmente impressionante. Existe uma diferença entre original e a versão de Robert, ela começa com o som de bandolim. Brain Damage (Pink Floyd), que é executada na sua forma original, ela é perfeita. Watcher Of The Skies do grupo Genesis, excelente música com alguns elementos que a torna em alguns momentos melhor que a original, e ela é tocada pelos músicos do Rush juntamente com Robert. A faixa seguinte Winespring Reel tem como autor o próprio Robert, uma canção no melhor estilo Progressive. E mais uma de música de Robert é lançada aos meus ouvidos, Life Beyond LA. Homenageando o Rush a música Different Strings, contendo violões acústicos que dominam esta canção. Encerando o álbum Carol Of The Bells, música do The December Peaple, quem assistiu alguns filmes natalinos com certeza já ouviu esta canção antes. A melodia não é de Robert, mas ele mostra como pode ser genial em criar uma nova melodia e produzir de maneira brilhante. O disco ainda conta com uma entrevista com Robert Berry onde ele fala sobre a sua carreira e muitas outras coisas. Prime Cuts é uma coletânea maravilhosa e magnífica. Para quem não conhece toda a coleção de tributos da Magna Carta, com absoluta certeza este disco vai incitar você ouvinte a adquirir todos.

LINE UP:
Vulcano – guitar
Daniel Job – guitar
Daniel Person – drum
J.R. – bass
Roger Hammer – vocal
Lançamento: 2008
Gravadora:
Som do Darma
Site Oficial
HEROES OF TOMORROW - HELLISH WAR (27/03/08)
POR: THIAGO RAHAL
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Confesso que nunca tinha ouvido o som do Helish War, mas já na primeira audição do novo disco Heroes of Tomorrow, fiquei tomado pela enxurrada de riffs e melodias que a banda apresentou nesta nova empreitada. Uma grande surpresa para mim, pois este tipo de som estava meio esquecido aos meus ouvidos, talvez por já tê-lo escutado por bastante tempo e há tempos nenhuma banda mostrava algo de novo em suas composições. Não, você não vai escutar nenhuma coisa super diferente do que você tem escutado por aí, mas sim uma qualidade insuperável nos riffs, sim os maravilhosos riffs, para mim algo essencial em todas as canções de Heavy Metal.
Lançado em fevereiro de 2008 e, gravado no Estúdio Sincopa em Campinas (SP), Heroes of Tomorrow apresenta 10 faixas de pura energia e capacidades técnicas impressionantes. O leitor pode estar espantado, se perguntando pelo porquê de tanta empolgação por parte do autor desta resenha, mas escutem e terão a mesma sensação que eu, porém se você é um cético do metal nacional ou não gosta mais de metal tradicional, aquele dos anos 80, fique longe disso.
As guitarras de Vulcano e Daniel Job são os destaques do disco. Sempre em harmonia, com duetos harmônicos e belas viradas de tempo, os dois dão uma dinâmica grande às músicas que são executadas de formas interessantes e o ouvinte acaba não percebendo a mudança de faixa, pois de uma forma ou de outra, acaba escutando o disco de cabo a rabo.
“Straight From Hell”, música de abertura que é um dos destaques do álbum, uma das canções que devem animar e muito os shows da banda. Roger Hammer, que se não tem uma técnica muito apurada como a do André Matos, dosa sua voz e mostra sua força somente na hora certa. “Reasons”, com sua linha bem à guitarras gêmeas do Iron Maiden, mostrou-se perfeita para ser executada ao vivo. Músicas como “Die for Glory”, “Metal Forever”, “Son of The King” e “Destroyer”, merecem destaque pela seqüência dada às canções.
“Beyond”, a nona faixa se destaca entre as demais, pelos riffs matadores e pela bateria de Daniel Person. Já a música título “Heroes of Tomorrow”, flerta com um começo épico e longo, mas cai numa seqüência de riffs e viradas que desembocam em um grande refrão, cheio de feeling e backing vocals acertados.
A banda só precisava ter caprichado um pouco mais na versão nacional, como bônus tracks, multimídia ou até mesmo um dvd de bônus, mas isso fica para uma outra oportunidade. Fica a dica, para você que quer escutar um metal tradicional cheio de energia e com uma boa pitada de power.


LINE UP:
Roine Stolt – guitar
Zoltan Csorsz – drum
Jonas Reingold – bass
Tomas Bodin
keys/piano
Hasse Bruniusson
percusion
Hasse Fröberg – vocal/guitar
Lançamento: 2008
Gravadora:
Hellion Records
Site Oficial
THE SUM OF NO EVIL - THE FLOWER KINGS (27/03/08)
POR: THIAGO RAHAL
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Se você gosta de viajar no som, meditar, ou simplesmente pirar na batatinha. Escute este novo disco do The Flower Kings. Os fãs de progressivo, ou seja, em grande maioria aquelas pessoas que escutavam Yes, Gênesis, King Crimson, quando crianças e até mesmo alguns novos fãs do estilo, que por mais antigo que possa ser, sempre inova e cria novas histórias e estilos diferentes.
Indo do progressivo clássico, ao jazz erudito e até mesmo ao mais pesado riff de guitarra, os suecos mostraram que a música não tem limites. Uma capa bastante interessante ilustra bem a mensagem que os suecos queriam passar. Um castelo ao fundo, e um caminhão no formato de peixe, algo realmente original e criativo. O encarte segue a linha da capa, com ilustrações que te fazem pensar e fotos bonitas do estúdio onde o disco foi gravado.
“One More Time”, com seus treze minutos de duração, leva o ouvinte desde o sombrio e denso sentimento ao mais alegre e ao mesmo pensativo anseio emocional. Destaques para o vocalista Hasse Fröberg, que mostrou muita paixão pelo que faz, causando um apelo emocional no ouvinte, algo indescritível. “Love Is The Only Answer”, a mais progressiva do álbum, com seus vinte e quatro minutos de pura viajem musical. Se você quer imaginar um teatro, mas uns teatros diferentes, cheios de músicos e fãs de música, esta canção irá fazer isto. Se você não gosta deste estilo de música, favor passar longe, mas se gosta não deixe de conferir. “Trading My Soul”, uma das mais calmas do disco, para se escutar ao lado de sua mulher e simplesmente curtir. “The Sum Of No Reason”, a minha faixa predileta e a que mostrou perfeitamente toda as facetas da banda: melódico, pesado, progressivo e bastante técnico. “Flight 999 Brimstone Air”, já começa diferente com um galo cantando e uns sons estranhos de teclado, somando a isso uma bateria acelerada e uma espécie de som sombrio, parecendo que os fantasmas estão seguindo o ouvinte. Bem diferente esta canção, vale a pena escutar. “Life In Motion”, assim como todo o disco fecha a viajem musical com a mesma qualidade apresentada até o momento.
The Flower Kings mostrou em The Sum Of No Evil as diversas ondas e direções que o progressivo pode chegar, somente os ouvintes e os curiosos que escutarem o disco terão a chance de conhecê-las, pois então corra para a loja mais próxima e compre o disco, porque vale a pena.


LINE UP:
Fernando Kam. – guitar/vocal
Carlos Polezze
drum
Victor Haratani – bass/vocal
Lançamento: 2006
Gravadora:
Independente
Site Oficial
DEMO THE PLAGUE AGAINST THEM - ABANTESMA (27/03/08)
POR: ROSBERG LIMA
NOTA: 1 2 3 4 5 6 7 8 8 9 10


O Nordeste continua mostrando a sua força dentro do cenário underground nacional. A banda que chegou até o meu conhecimento desta vez foi a Abantesma. Formada em 2000 com o intuito de tocar Death Metal, o grupo é composto por Carlos Polleze (drums), Victor Haratani (bass) e Fernando Kameyda (guitar e vocal). Após quatro longos anos foi lançada a primeiro demo CD, Gods, Hate, War contendo três faixas de pura violência sonora. Depois de um ano mais um demo CD foi lançado, The Plague Against Them, o mesmo vem com um número de maior de faixas. Quando eu apertei o botão “play” ouvi uma verdade devastação sonora. A primeira faixa é uma Intro (eu realmente nunca fui um apreciador de intro), felizmente a duração dela é de apenas vinte e quatro segundos. Em seguida Plague From The Cradle é um ataque massivo aos tímpanos de qualquer um que ouça esta banda. Carlos Polleze faz com que a sua bateria se pareça com uma metralhadora disparando sem intervalos, isso é só o começo do demo CD. A faixa Premature Death continua o massacre sonoro, as vocalizações de Fernando se parecem muito com grunhidos, isso torna a sonoridade do Abantesma melhor ainda. A música Alluring Sucide é sem dúvida a mais veloz do CD, além de ser a mais curta no que diz respeito a sua duração. O baixo de Victor está bem audível em todas as faixas. Encerrando o CD a faixa Vanquish, segue com as mesmas características das outras, ou seja, Death Metal destruidor. Apesar de ser um demo CD a arte gráfica ficou ótima. Abantesma, eis uma banda para os apreciadores de Death Metal arrebatador.