Sirenia –The Seventh Life Path

Sirenia - capa album 2015

Sirenia The Seventh Life Path
CD –
 Shinigami Records (2015)

Texto por Sara Ferrer – o conteúdo expresso reflete a opinião do autor, é de inteira responsabilidade deste
Edição por André Luiz

A banda norueguesa Sirenia lançou seu sétimo disco, curiosamente intitulado ‘The Seventh Life Path’ em maio de 2015, sob o selo Napalm Records e licenciado no Brasil via Shinigami Records. O novo trabalho possui vários conceitos, os quais dão continuidade à empreitada contida no álbum anterior, ‘Perils Deep Blue Sea’, lançado em junho de 2013, resgatando a forma de composições e arranjos dos primórdios da banda, da época em que os vocais agressivos de Morten Veland e suas composições regadas às linhas sinfônicas eram destaques – dando forma ao famoso ‘Gothic Metal’ – e ainda sem contar com uma vocalista feminina fixa. A arte da capa foi assinada por Gyula Havancsak, e trouxe várias referências aliadas a superstição em torno do número 7: além de ser o sétimo álbum da banda, temos na ilustração sete corvos, sete serpentes e sete rosas.

Trata-se do quarto disco com a vocalista espanhola Ailyn, a qual tem surpreendido por seu alcance vocal. A enigmática e épica introdução “Seti” abre a trilha para ‘O Sétimo Caminho’ que permeia o disco e emenda com “Serpent”, cheia de peso e tenebrosas distorções de guitarra de Veland, fazendo um belo contraste entre a voz agressiva de Morten e o timbre delicado de Ailyn. “Once My Light” é o single deste álbum, uma boa composição a qual se contrapõe com a bateria cadenciada em desespero, dando forma à cozinha com baixo e riffs arrasadores, que somado à voz de Ailyn, torna a faixa assustadoramente angelical. “Elixir” traz a participação especial de Joakim Næss, contribuindo com seu timbre limpo e soturno, destacando ainda a voz de Morten, que com toda linha orquestrada entre peso e melancolia, remete aos seus primeiros discos – para quem acompanha a banda, fica fácil notar a pegada de ‘An Alixir For Existence’ de 2003 e ‘At Sixes and Sevens’ de 2001.

Passado e presente se misturam de uma forma homogênea neste trabalho. Assim temos as faixas seguintes “Sons Of The North” sem deixar cansativas as alternâncias entre melodia/voz masculina/voz feminina, com uma cozinha muito bem arranjada; e “Earendel”, esta que traz uma parte dançante, como uma valsa na era medieval para desfrutarmos em deleite. “Insania” tem ritmo forte e rápido, enquanto “The Silver Eye” desponta para o lado mais melódico. “Tragedienne” encerraria o disco, com piano e voz da vocalista, mas temos uma faixa bônus, sendo a mesma em sua versão espanhola.

Para os fãs do estilo, o Sirenia apresenta um trabalho bem equilibrado. Sem composições megalomaníacas ou exageradas. É singelo, sutil, com a marca registrada de seu fundador Morten Veland, trazendo uma trilha sonora sinfônica para amantes do estilo, o que torna este disco por si só uma surpreendente nostalgia.

Integrantes:
Ailyn – vocal
Morten Veland – guitarra e vocal
Jan Erik Soltvedt – guitarra
Jonathan A. Perez – bateria

Faixas:
01- Seti
02- Serpent
03- Once My Light
04- Elixir
05- Sons Of The North
06- Earendel
07- Concealed Disdain
08- Insania
09- Contemptuous Quitus
10- The Silver Eye
11- Tragedienne
12- Tragica (Tragedienne Spanish Version – Bonus Track)

Confira abaixo “Once My Light”: