Hatefulmurder: o homem é o próprio mal do homem – entrevista exclusiva com Renan Campos e Angélica Burns

Entrevista por André Luiz – Imagens por divulgação & Portal Metal Revolution – Edição por André Luiz

Mudanças de line up não tiraram o brilho de uma banda que se reinventa ano após ano, como o símbolo vitruviano presente na capa de ‘Red Eyes’, seu mais recente álbum de estúdio, indicando o homem no centro do universo responsável por seus sucessos e fracassos. Após quase dois anos excursionando com a nova vocalista Angélica Burns, era chegado o momento do grupo carioca traduzir seu arsenal executado nos palcos em um ataque massivo aos tímpanos dos ouvintes do full lenght que já desponta como um dos destaques de 2017 na cena nacional.

Em uma conversa exclusiva com o Portal Metal Revolution, a citada nova vocalista Angélica Burns e o único remanescente da formação original da Hatefulmurder, o guitarrista Renan Campos, conversaram sobre os temas mais variados, com foco no lançamento ‘Red Eyes’ e todas suas nuances, mas também abordando a história da banda e da nova vocalista, preconceito e evolução da cena heavy brasileira atual e a nova tour pelo Brasil ao lado da banda Torture Squad que promete sacudir os quatro cantos do país.

Equipe MR – Obrigado por atender a equipe do Portal Metal Revolution. A Hatefulmurder possui um histórico com full lenghts e EP’s lançados, alcançou uma audiência muito além da cidade do RJ ou das fronteiras do Brasil em um período de quase uma década de carreira, excursionou com nomes importantes da cena mundial e está em vias de promover o lançamento do novo álbum de inéditas ‘Red Eyes’. Como encarar a responsabilidade de ser uma das bandas de destaque da cena heavy brasileira atual sem estagnar-se musicalmente ou subir no famoso “salto alto”? Esta perseverança e senso de reinvenção demonstrados pela banda pode ser definida como um dos legados do falecido baixista Ernani Henrique?
Renan Campos –
Salve amigos do Metal Revolution! Muito obrigado pelas palavras! Estamos aí, há quase oito anos trabalhando com essa música que somos apaixonados. Estamos muito empolgados com esse disco novo. ‘Red Eyes’ foi lançado pela gravadora Secret Service Records (Reino Unido), é um selo de um brasileiro que vive por lá há muitos anos. O cara acreditou no projeto e mandou ver! O disco saiu aqui e sairá na gringa em maio com músicas extras. Sobre essa “responsabilidade”… Pra gente não tem nada melhor do que produzir músicas novas e fazer shows em lugares onde nunca pensei que chegaríamos. Essa troca de energia com o público nos shows é o que alimenta nossa vontade, estamos todos ali, somos como uma única coisa, saca? É realmente do caralho! Sempre tivemos essa banda como um dos maiores se não o maior projeto de nossas vidas. E com isso, estamos ai pra encarar todos os desafios cientes dos altos e baixos, aprendendo a cada dia e buscando estar firmes. Temos muito que aprender muito que conquistar. A correria é diária. E estamos aqui pra isso! Vale lembrar que sem as pessoas que nos apoiam isso jamais seria possível.  Com certeza. Em vida, Ernani nos ensinou muito!  Sua luta por quase 10 anos contra a doença, seu modo de viver e ver as coisas sempre serviram como uma inspiração.

Equipe MR – Após a tour de divulgação do ‘No Peace’, Felipe Lameira deixou a banda em 2015 e a banda optou pela entrada da Angélica Burns no posto de frontwoman. Como se deu a saída do Felipe e a escolha pela nova vocal?
Renan Campos –
 A saída do Felipe Lameira foi bem inesperada pra todos nós. Tínhamos acabado de voltar de uma turnê sul americana, vivemos uma puta experiência positiva. Não entendemos muito bem na época. Foi meio do nada. A gente ficou bem puto inclusive (risos). Hoje em dia, eu sei exatamente o que rolou, mas prefiro não comentar. E não, não houve nenhum desentendimento ou briga durante a tour, por isso ficamos surpresos na época.  Mas escolhas são escolhas. Decidiu está decidido, respeitamos sua decisão e o que fizemos foi seguir em frente. É claro, não temos a mesma afinidade como antes, mas existe muito respeito por tudo que construímos juntos. Sobre a entrada da Angélica, foi até engraçado. Eu já tinha pensado nela como uma das opções, porém não achava que ela fosse topar. Ela estava afastada de banda fazia tempo. Não fazíamos a menor ideia se ela teria interesse em se juntar com três malucos e rodar por aí fazendo barulho. Porém, estávamos enganados (risos). Assim que rolou o convite ela ficou completamente entusiasmada, feliz e muito pilhada. Fizemos algumas reuniões e dois testes em estúdio com ela, pra sentir as músicas com ela.  Pronto, foi o bastante. Assim que ela começou a cantar, pensei: “Encontramos nossa nova vocalista!”.

Equipe MR – Angélica, recordo de sua época à frente da banda Diva, mas você também integrou o Scatha, começou com cover de Arch Enemy e até morou na Alemanha. Como se deu seu ingresso no meio musical, e principalmente, como você enveredou no estilo que lhe torna figura carimbada na cena heavy brasileira nos últimos anos? Como foi sua recepção ao convite para integrar a Hatefulmurder?
Angélica Burns –
 Na verdade tudo aconteceu muito naturalmente. Desde muito pequena me lembro que minha diversão era ouvir música e cantar. Desde nova meus pais perceberam isso e foram me estimulando me presenteando com um teclado aos 7 anos, um violão aos 10 e partir daí, já comecei a estudar. Mas logo vi que não curtia tocar e meu negócio era cantar. Desde muito nova eu já ouvia coisas muito pesadas. Aos 13 anos minha banda preferida era o Slipknot.(risos). Na época, ouvia muito metal, descobri várias bandas com vocal feminino. Tentei por um tempo cantar lírico, até que eu descobri o Arch Enemy e a Angela Gossow. Aquilo ficou na minha cabeça e em um dos ensaios da minha primeira banda, que por acaso era com o Pedro Viana, ex-guitarra do Diva, eu tentei brincando imitar a Angela e pra surpresa de todos e minha descobrimos um dom para o gutural. Quando vi que eu poderia cantar assim, não tive dúvida. Decidi me dedicar aquele estilo que era muito mais a minha cara e tinha muito mais a ver com as músicas que eu curtia. E partir dali, foi tudo acontecendo naturalmente: cover de Arch Enemy, depois a ida pro Scatha e o lançamento do trabalho autoral do Diva. Não consegui parar mais. Quando eu recebi o convite para o Hatefulmurder, eu fiquei muito surpresa, pois nunca imaginei que a banda precisasse de um vocal. Mas fiquei muito feliz também porque o Hateful sempre foi uma banda que admirei muito o trabalho e sempre acompanhei. Então fiz os testes e quando recebi o convite aceitei na hora!

Equipe MR – Sobre o novo trabalho, ‘Red Eyes’, ele foi produzido por João Milliet e gravado na Casa do Mato e Kolera Studio, já a arte de capa ficou a cargo do grego Orge Kalodimas (conceituado no meio de tatoos com uma linha artística bem característica). Como se deu o processo de gravação do novo álbum e qual o conceito/simbolismo da arte de capa? Angélica já participou do processo de composição?
Renan Campos –
 Sinceramente… Eu nunca gostei muito de gravar (risos). Mas por incrível que pareça, esse disco eu tive o maior prazer de fazer. Desde os primeiros ensaios de composição passando pela pré-produção até gravarmos, gostei bastante. Trabalhamos em estúdios diferentes. Gravamos primeiro as baterias no renomado Estúdio Casa do Mato, onde tivemos o suporte de toda equipe de lá e do nosso amigo Felipe Eregion (No Class Agency), que nos acompanhou nas sessões de bateria. Logo depois fizemos as guitarras e baixos no Kolera Studio do nosso amigo Celo Oliveira, que aliás, ajudou muito em todo processo! Quando terminamos de gravar as cordas, voltamos para Casa do Mato e fizemos as vozes lá. Foi tudo muito divertido e leve, saca? Depois de gravar tudo, mandamos para o João Milliet. Conhecemos o trabalho do João através do Dante Lucca (técnico de guitarra do Sepultura) que me indicou muito bem. E foi tiro certo! Quando ele enviou as primeiras versões finalizadas eu fiquei muito surpreso! O cara entendeu perfeitamente toda a atmosfera das músicas e soube como trabalhar isso na mixagem e masterização. Ficamos amigos e ele curtiu muito ter trabalhado no disco.

A idéia da capa é trazer elementos visuais que estão dentro das músicas, mesmo que metaforicamente.
‘Red Eyes’ não chega a ser um álbum conceitual. Mas é um disco que as músicas se comunicam entre si. O álbum todo praticamente fala sobre os desdobramentos do ser humano, e como o homem pode ser inimigo de si mesmo ou seu próprio “salvador”. Nosso baterista (Thomás Martin) encontrou alguns trabalhos do Orge pela internet e nos mostrou, curtimos de cara. Thomás entrou em contato, ele (Orge) foi super solícito, após algumas conversar entre eles, nós mandamos algumas músicas e até fizemos alguns desenhos toscos como referência do que queríamos. Enviamos tudo. Ele conseguiu organizar todas as nossas maluquices, criou algo que deixou a capa exatamente como queríamos. Surpreendente. Vale salientar que todo o trabalho de diagramação é do Felipe Eregion, ele recebeu os desenhos prontos do Orge e organizou tudo em forma do encarte do disco. Angélica participou de todo processo, quando ela entrou na banda só tínhamos duas músicas iniciadas e algumas ideias soltas. Ela escreveu todas as letras. E trabalhou em conjunto na construção dos arranjos.

Angélica Burns – O processo de gravação do álbum foi bastante prazeroso pra mim. Eu particularmente amo gravar (risos). Já o processo de composição musical foi mais trabalhoso. Foram muitas horas de trabalho e fizemos uma pré bastante minuciosa antes de gravar. Por isso o processo de gravação foi tão fácil. Estávamos bastante preparados. Fiquei feliz porque também tive bastante tempo para compor as letras da maneira como eu gosto, lendo e estudando referências. Cada música tem uma história. Mas são todas interligadas por um único conceito que é o tema principal do álbum. Basicamente o álbum fala “o homem é o próprio mal do homem”. E em cada música eu mostro isso por uma lente diferente ou recorte diferente.  E daí que veio a ideia de usarmos o símbolo do homem vitruviano. O homem como centro do seu próprio universo e responsável tanto pela sua ruína como pelo seu sucesso. E aí a gente mandou o brainstorm pro Orge com todos os outros elementos de cada música, saiu esse super desenho e nós ficamos super satisfeitos.

Equipe MR – A faixa “My Battle”, divulgada ao vivo pela banda durante o ano de 2016, possui uma letra forte/intimista e riffs marcantes. O clipe lançado meses atrás privilegia a atuação da banda em detrimento de efeitos audiovisuais mais elaborados, trazendo também os músicos ensanguentados como ilustrado no interior do encarte de ‘Red Eyes’. Já o segundo single lançado em lyric video, “Tear Down (These Walls)”, traz uma mensagem direta que arremete também ao histórico da própria Hatefulmurder (“it’s just the begnning for your ressurrection”).  O que motivou a escolha destas duas faixas para lançamento como singles do álbum?
Renan Campos –
 Essas músicas expressam bem o que queremos trazer à tona pra galera. Tanto nos novos elementos musicais quanto na questão lírica. Ficamos muito felizes com a resposta quase que 100% positiva de todos os fãs. E as músicas falam por si. Trazemos elementos novos, porém sem perder nossa essência.

Equipe MR – Ouvindo sequencialmente o álbum, mesmo “Tear Down” sendo escolhida como segundo single, fica difícil desatrela-la de uma sequência ao vivo entre as faixas “Red Eyes” e “Riot”. Aliás, estas duas faixas citadas, desde as primeiras audições do álbum passam a impressão de serem ponto altos de uma performance ao vivo da Hatefulmurder, sendo canções rápidas, contendo riffs precisos, refrãos que ao mesmo cativam o ouvinte e marcam na memória. Se em “Red Eyes” e “Tear Down” as interações da Angélica com o vocal limpo de Renan se destacam – uma mescla de som alternativo americano mais atual com as atuações de Dirk Thurisch na banda alemã Angel Dust –, em “Riot” vocês unem-se em voz única literalmente contra tudo e contra todos – em alusão ao refrão. As apresentações ao vivo foram um ponto importante para o entrosamento demonstrado nas versões de estúdio? A opção por sons rápidos invés de “solos extravagantes” de guitarra também deu-se pensando na energia das performances ao vivo da banda ou surgiu naturalmente?
Renan Campos –
 Com certeza! Todas as músicas foram e ainda são ensaiadas umas mil vezes (risos). Exatamente com esse propósito, para sentirmos essa energia do “live”.  E sim, a gente costuma dizer que as turnês são como ensaios sempre, todos os shows aprendemos e observamos os pontos altos. A cobrança aqui é grande, a gente realmente se cobra muito. Mas no final acaba sendo positivo. E a gente nem briga mais (risos). Cada música tem uma vibe diferente. Eu particularmente considero a faixa-título “Red Eyes” minha favorita. “My Battle” entrou no set list dos shows assim que ficou pronta. Os vocais limpos são feitos por mim e pelo nosso baixista Felipe Modesto. Na verdade sobre a parte de arranjo, procuramos deixar tudo fluir, eu sou um guitarrista apaixonado por riffs. Mas também gosto de harmonia e melodia, o único solo do disco está na faixa “Creature Of  Sorrow”, ele inclusive funciona como uma encerramento do álbum. Eu vejo que todas as músicas desse disco em especial se conectam muito bem. Acho que a galera vai ter essa mesma sensação, como se o disco fosse uma unidade.

Equipe MR – A faixa “Time (Enough) At Last” além de muito bem trabalhada com interações instrumentais, possui participação especial da vocalista do Torture Squad, Mayara “Undead” Puertas, em um duo de respeito com a Angélica. Nos últimos dias foi anunciada uma tour conjunta da Hatefulmurder com o Torture Squad pelo país. Como se deu o convite para participação da May Puertas e o que podemos esperar desta tour? Pelo visto haverão oportunidades para o duo ocorrido no álbum ‘RedEyes’ repetir-se ao vivo…
Angélica Burns –
 Na verdade foi muita sorte. No dia da gravação de voz do álbum, o Torture Squad faria um show aqui no Rio. Então a gente ligou pra ela que aceitou na hora. Ficamos muito felizes dela ter aceitado participar. Eu admiro demais o trabalho dela. Já tocamos algumas vezes juntos, o Hatefulmurder e o Torture tocaram ano passado no Roça ‘n’ Roll e também aqui no Rio, no Balle Pub. É sempre muito divertido dividir os palcos com o Torture. Acho que eu e a Mayara vamos tocar o terror juntas nessa nova turnê!!!

Equipe MR – Em “You’re Being Watched” é abordado o tema da comunicação global, um relato sobre as pessoas estarem sendo observadas a todo momento como se estivessem em um grande Big Brother. Como vocês observam a relação entre as mídias sociais e a exposição das pessoas em demasia? A falta de cultura digital proporciona atualmente uma exposição excessiva ou – em especial – os brasileiros estão aprendendo a ter este discernimento?
Angélica Burns –
 Acho que isso é um fenômeno mundial. Eu sou formada em Comunicação Social e trabalho com mídias digitais e desde sempre fui viciada em acompanhar de forma antropológica como a evolução dos nossos meios de comunicação afetam diretamente a sociedade e as relações humanas. Hoje o seu celular sabe praticamente tudo sobre você. Você não consegue esconder mais nada dos meios de vigilância, porque nós mesmos damos a informação de bom grado. Você diz onde você tá, o que você está comendo, o que você está sentindo, o que você está ouvindo e basicamente quem não faz isso é visto como nada ou nem é lembrado. O imperativo hoje de estar nas redes sociais nos trouxe toda uma dinâmica de vida diferente e isso altera nossa percepção de realidade e afeta até a nossa relação com as outras pessoas. Pra mim estamos vivendo uma revolução. Em todos os filmes de ficção cientifica fala-se sobre tudo e pouco se fala sobre como os meios de comunicação afetam nossas vidas. Se você se interessa também pelo assunto, assista Black Mirror. É uma serie do NetFlix que trata mais a fundo do assunto, trazendo todas as questões ética e morais que podemos viver no futuro, se os meios de comunicação continuarem evoluindo nesse ritmo.

Equipe MR – As mulheres tem conquistado lugar de destaque na cena heavy brasileira, a citar não apenas vocês e a Torture Squad como também as meninas do Nervosa e a presença de integrantes do sexo feminino em line up de bandas como Semblant, Shadowside, Crucifixion BR, Indiscipline, HellArise, Final Disaster, DarkShip, NervoChaos, Sacrificed, SaveOur Souls, Sinaya, Valhalla, Losna… Em contrapartida, recentemente a Fernanda Lira (Nervosa) condenou em seu perfil pessoal no Facebook usuários – principalmente de fora do país – por comentários machistas em fotos dela durante a tour europeia com o Destruction. Como vocês observam a relação entre o machismo e/ou preconceito sexista na cena heavy nacional atual? Angélica, como tem sido sua relação no decorrer dos anos, tanto durante apresentações ao vivo quanto nas mídias sociais ou mesmo no seu cotidiano, com relação ao respeito pessoal/profissional das pessoas independente do sexo?
Angélica Burns –
 Acho que no Brasil é impossível ser mulher e não ter sofrido algum tipo de preconceito por ser mulher. O machismo é presente em toda sociedade e no meio do metal não é diferente. Já passei por várias situações em shows e também na internet. E acho que essa é uma luta nossa diária e para sempre, afinal é uma questão cultural. Mas nós estamos aqui pra acabar com isso e nós não vamos desistir porque lugar de mulher é onde ela quiser estar e nós estamos no Metal sim!

Equipe MR – Ainda com relação a cena heavy atual do Brasil, o quanto vocês observam a questão do profissionalismo de músicos, produtores, assessorias, selos/gravadoras/distribuidores, veículos de imprensa e demais envolvidos no meio? Qual a importância de iniciativas como os festivais Hell In Rio, Roça ‘n’ Roll e Brasil Metal Union no crescimento do heavy metal no país?
Renan Campos –
 Eu acho que o Brasil é um dos maiores celeiros de bandas que existe. Mas ainda há muito que se fazer, a coisa é meio complicada mesmo. O mercado da música em geral no nosso país é bastante irregular e quase que completamente autônomo. Eu vejo bandas geniais nascendo todos os dias, outras paradas sem saber o que fazer, saca? Ainda há casos piores, bandas que se submetem a pagar para abrir show de bandas gringas, o famoso jabá. Isso é uma merda, sabe?  Por outro lado, existem bandas muito profissionais e são uma inspiração pra gente.  Mas em geral, acho que as coisas melhoraram muito. O mesmo podemos falar de produtoras/produtores, eventos e festivais, mesmo cientes que tem muito filho da puta por aí, mas isso tem em qualquer área, não é mesmo? (risos). E sobre as iniciativas de festivais… É fundamental que tenha! Isso movimenta toda uma cena, sabemos que ainda não há total interesse das grandes mídias, mas o Heavy Metal é tão sólido e forte que existe mesmo sem esse “apoio ideal”, a coisa acontece dentro de uma cena específica. Que venham mais festivais como esses, precisamos de ações assim!

Equipe MR – Obrigado pela entrevista. O espaço é de vocês para deixarem uma mensagem para os fãs da Hatefulmurder e leitores do Portal Metal Revolution. Nos encontraremos durante a tour de divulgação do ‘Red Eyes’ pelo país.
Renan Campos –
 Nós que agradecemos Metal Revolution! Muito obrigado pelo espaço e apoio! Aos amigos, fãs e pessoas que nos acompanham, muito obrigado! Este ano é certo que vamos levar nosso baile até vocês! Podem esperar! A gente se vê!
Angélica Burns – Obrigada Metal Revolution!!! Estamos muito ansiosos para levar nossa música para todos os cantos desse Brasilzão!!! Estamos chegando!!