Epica – 10-03-2018 – São Paulo (Tropical Butantã)

Texto por André Luiz – Fotos por Fernando Yokota (https://www.facebook.com/fernandoyokotafotografia/ ) – Edição por André Luiz

O segundo show da The Ultimate Principle Tour no Brasil marcou o retorno do Epica à capital paulista. Prestes a celebrar seu milésimo show, os holandeses aproveitaram para lançar o EP ‘The Solace System’ (2017), o qual inclui seis novas faixas escritas e gravadas durante o processo do seu mais recente full lenght ‘The Holographic Principle’ (2016) – álbum lançado nas edições do Epic Metal Fest, incluindo uma data na própria cidade de São Paulo.

Por volta das 18h, horário informado como de abertura das portas do Tropical Butantã, a fila da pista normal dobrava dois quarteirões enquanto a da premium dobrava um – prenúncio de grande público na casa de shows para ver ao vivo Simone Simons (vocal), Mark Jansen (guitarra/vocal), Coen Janssen (synth/piano), Ariën van Weesenbeek (bateria), Isaac Delahaye (guitarra) e Rob van der Loo (baixo). O início da apresentação do Epica fora anunciado para às 20h, e apenas dois minutos depois a intro “Eidola” ecoava nos PA’s, para a entrada um a um dos integrantes e a execução de “Edge Of The Blade” – dobradinha inicial do ‘The Holographic Principle’ (2016) –; já “Sensorium” (‘The Phantom Agony’, 2003) fora a responsável pela primeira “bangueada” de Simone e contou com público cantando alto.

“Muito obrigado São Paulo, esta é uma faixa do novo EP” discursou a frontwoman antes de anunciar a pesadíssima “Fight Your Demons” (EP ‘The Solace System’, 2017), com destaque para o solo poderoso de guitarra e o dueto entre Mark e Simone nos vocais. Jansen interagiu com os presentes e anunciou “Unleashed” (‘Design Your Universe’, 2009) para surpresa geral – não estava presente nos set lists recentes da The Ultimate Principle Tour.

Simone agradeceu aos presentes novamente e disse que pessoalmente adorava a faixa seguinte, “Chasing The Dragon” (‘The Divine Conspiracy’, 2007, a qual voltou ao repertório da banda no Chile, pois não era tocada ao vivo desde 2013), uma interpretação marcante de Simons. Mark anunciou “Storm The Sorrow” (‘Requiem For The Indifferent’, 2012), outra faixa muito bem recepcionada pelos presentes; já “The Holographic Principle – A Profound Understanding Of Reality” (2016) ao longo de seus quase doze minutos de duração teve como destaque o teclado e sua sinfonia a qual gruda na mente, além de Isaac e Mark interagindo nos vocais com Simone. “Victims Of Contingency” (2014) trouxe não somente o peso das guitarras como também Ariën e seu teclado móvel para interagir junto ao trio de cordas, além de Simone com seus esvoaçantes cabelos avermelhados.

“Unchain Utopia” (‘The Quantum Enigma’, 2014) contou com um discurso de Simone dedicando a faixa à todos os fãs da banda, além do público ensandecido cantando um dos hinos dos holandeses em alto e bom som. E se a palavra utilizada foi hino, o que dizer sobre “Cry For The Moon”? Anunciada por Simons, a canção do álbum ‘The Phantom Agony’ (2003) foi entoada em uníssono no Tropical Butantã pelos presentes, no momento mais espetacular da noite até então: brincadeiras entre Simone/Coen e Coen/Isaac, além  de um solo extendido de bateria ao final foram alguns dos picos de interação entre banda/platéia. Simone pediu que todos levantassem seus celulares para o alto, transformando a atmosfera do Tropical Butantã para a execução de “Once Upon A Nightmare” (‘The Holographic Principle’, 2016), com Coen regendo os presentes empunhando uma lanterna e Simone performando de maneira esplêndida  ao fim da primeira parte do show.

Aos gritos de “Epica” os integrantes retornaram ao palco, de início Coen e seu teclado móvel discursando e brincando com o público anunciando Isaac, o qual interagiu com os presentes e convocou a cozinha da banda formada por Ariën e Rob para darem sequência na interação e finalmente, com Mark e Simone de volta, executaram o clássico “Sancta Terra” (‘The Divine Conspiracy’, 2007), com Coen indo literalmente no meio do público portando seu teclado móvel. “Beyond The Matrix” (‘THP’, 2016) fez o Tropical Butantã pular ao som da mais popular faixa do novo full album dos holandeses. “São Paulo obrigado por esta grande noite”, discursou Simone antes de pedir para pista abrir ao meio – prontamente atendida pelos presentes – e dar início a “Consign To Oblivion”, momento banger do público em meio ao peso da clássica faixa título do álbum de 2005, encerrando a performance do Epica com maestria às 21h50m.

Coroando o grande momento dos holandeses com uma crescente de qualidade lançamento após lançamento, podemos afimar que os holandeses alcançaram maturidade musical impressionante em estúdio a qual se transforma em uma mescla interessante de energia com versatilidade técnica ao vivo. Pessoalmente, havia assistido a banda em 2005 na tour ao lado do Kamelot, e 13 anos depois posso afirmar que a evolução da banda impressiona. Um dos expoentes do heavy metal mundial, o Epica tende a permanecer muitos anos como um dos destaques de nossa cena. E que retornem com mais um grande álbum de estúdio e tour pelo Brasil o quanto antes. Agradecimentos à Liberation Music Company e The Ultimate Music.

Set List Epica:
Eidola
Edge Of The Blade
Sensorium
Fight Your Demons
Unleashed
Chasing The Dragon
Storm The Sorrow
The Holographic Principle – A Profound Understanding Of Reality
Victims Of Contingency
Unchain Utopia
Cry For The Moon
Once Upon A Nightmare

Sancta Terra
Beyond The Matrix
Consign To Oblivion

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