ABERTURA: NASI
ESTÁDIO DO MORUMBI, SÃO PAULO - SP

Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por M. Rossi (Time For Fun)

Em novembro de 1973, quando os irmãos Angus e Malcom Young formaram o que seria o AC/DC em Sidney, Austrália, batizando sua banda com um nome visto na máquina de costura de sua irmã mais velha, os mesmos não imaginariam que 36 anos depois seriam considerados uma banda pioneira do bom e velho rock and roll, uma das maiores da história e que mesmo com tanto tempo de bagagem, ainda estariam lançando álbuns de sucesso. A banda que estourou nas paradas mundiais, sofreu com a morte de seu frontman Bon Scott em 1980, mas ao substitui-lo por Brian Johnson lançou seu álbum mais vendido no mundo, Back In Black, permaneceu durante anos jogando novos trabalhos no mercado e dando pausas vertiginosas. A última se estendia desde 2000 com Stif Upper Lip e findou-se em 2008 com o petardo Black Ice, 15º álbum de estúdio da carreira dos australianos. E na tour deste último álbum, a banda excursina pela América do Sul se apresentando em show único no Brasil, para um Estádio do Morumbi tomado por mais de 65 mil pessoas, conforme relataremos a seguir.

AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)

A abetura da noite ficara a cardo de Nasi e banda. O ex-Ira! subiu ao palco diante de um Morumbi lotado ao de Por Amor, seguido pelo hino do Clash Should I Stay A Should A Go. O clima continuava muito no bom no local quando o músico apresentou Até Quando Esperar, clássico da Plebe Rude, seguida por Mosca na Sopa e a entrada em palco de Andreas Kisser do Sepultura. Homenageando o sempre citado Raul Seixas, segue Sociedade Alternativa e para finalizar, I Want Be Your Dog dos Stooges.

Passada a primeira performance, a expectativa aumentava na mesma proporção das aglomerações em volta do palco, enquanto as luzes vermelhos dos chifres comercializados ao público davam a cor do local. Após algumas músicas serem executadas nos PA's, luzes apagadas, telão gigante no palco exibindo uma animação em vídeo simulando um trem desgovernado, ao seu final uma grande explosão, o telão se divide em dois e um trem gigante surge no palco. Dá-se início a Rock 'N Roll Train com todos integantes adentrando ao palco o público indo ao delírio, encobrindo com seu bradar a melodia proferida por Brian Johnson. Os primeiros passeios na enorme plataforma que cortava o gramado do Estádio do Morumbi eram iniciados, Johnson profere palavras que ficarão na cabeça de vários presentes por muito tempo: 'E ae pessoal! Eu não falo ‘brasileiro’ mas eu falo rock and roll', e emendam uma sequência simplesmente composta por Hell Ain't A Bad Place To Be e a faixa que leva o nome do maior sucesso comercial da banda, Back In Black, mal sendo possível ouveir Brian Johnson tamanho volume do bradar vindo do público. Seguem Big Jack (do Black Ice) e Dirty Deeds Done Dirt Cheap, no qual Angus perde seu boné de colegial. Shot Down in Flames antecede um momento mágico, praticamente uma faixa solo de guitar, o hino Thunderstruck com atuação impecável de Angus Young.


AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)

As filas enormes nos arredores do Morumbi traziam uma mescla de expectativa pelo show com receio da chuva, e a mesma tardou mas não falhou: deu o ar da graça pouco antes do início da apresentação de Nasi. Da performance do ex-Ira!, posso destacar os covers para Plebe Rude e The Stooges, este último com presença de Andreas Kisser no palco, sem esquecer o momento final do show quando o vocal fez uso do facão e máscara do Jason fazendo menção ao seu time de coração, o São Paulo FC (lastimável para mim, corintiano que sou, maaaas rsss). O clima no local era qualquer coisa de fantástico entre o público, após a chuva no final da tarde. As ‘olas’ da arquibancada eram saudadas com aplausos vindo da pista, assim como com a chegada da noite, o vermelho dos chifres comercializados ao público revelaram um efeito estupendo no estádio do Morumbi todo em vermelho. Ao apagar das luzes, confesso que por mais que tenha assistido a vídeos do início de show da banda no youtube, fiquei boqueaberto com o que presenciei ao vivo... O vídeo contando história, o 'crash' do trem culminando na divisão do telão em dois e o surgimento do imenso trem ao fundo, simplesmente o início mais extraordinário de um show que já pude assistir. Os dizeres de Brian Johnson são algo que dificilmente algum presente na fatídica dia no Estádio do Morumbi esquecerão, "E ae pessoal! I don't wann speak 'Brazilian', but a speak rock and roll", confesso que arrepiou no momento que precedeu Hell Ain't A Bad Place To Be, porém mais ainda na execução de Back In Black e logicamente, de minha favorita e por esse motivo mais aguardada intimamente falando, Thunderstruck.


IMAGENS DA NOITE
AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)
AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)
AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun) AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)

AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)

Black Ice traz a tônica o que fora visto no último trabalho, seguida por The Jack e as mulheres delirando com suas imagens exibidas nos telões. O sino gigante da banda surge no palco, Brian Johnson brada no corredor central do palco, então inicia uma corrida frenética em direção ao grande sino, pulando e se pendurando na corda do mesmo. Começa o clássico Hells Bells para delírio geral. Shoot to Thrill marcou pela exibição de uma animação em video acompanhando sua execução, seguida por War Machine e Dog Eat Dog. Mais um petardo exibe mulheres da pista no telão, You Shook Me All Night Long, um clima nostálgico no estádio do Morumbi. Segundo constava a todos, os momentos derradeiros da noite se aproximavam mas quem ligava? T.N.T. teve direito a rajadas de fogo vindas do trem gigante, logo após surge uma boneca inflável gigante de Rosie, a qual permanece durante toda execução do petardo Whole Lotta Rosie sobre o trem, para alvoroço do público. Mas se Thunderstruck impressionara pela guitar de Angus, o que dizer do que seguiria em Let There Be Rock... O trem deixa o palco, precedendo o nostálgico momento do solo de Angus com cerca de 20 minutos, primeiramente ele percorre todo palco seguindo até o final do mesmo, lá o mesmo emerge de uma plataforma da qual há chuva de papel picado e fogos de artifício enquanto Angus literalmente se 'estrebucha' como um animal. O guitar retorna a frente do palco, após mais alguns minutos solando, dá a volta nos bastidores e surge de outra plataforma atrás da bateria para novo momento solo, espetacular!
Pausa nos shows, público bradando nome da banda, os músicos retornam e o chifrinho usado por Angus anunciava o que seguiria: Highway to Hell. Fim da música, canhões surgem no palco, tanto nas partes laterais quanto ao centro, anunciando o que viria a seguir, For Those About to Rock (We Salute You). Tiros de canhão, público em êxtase, banda saudada pelos mais de 65mil presentes, até o final apoteótico com direito a queima de fogos, simplesmente fantástico.


AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)

Mulheres sendo exibidas nos telões durante The Jack (com direito ao tradicional strip tease de Angus: gravata, camisa, depois abaixa as calças e revela uma cueca com logotipo do AC/DC) e You Shook Me All Night Long (com direito a seios a mostra em dado momento), animação em vídeo no decorrer de Shoot to Thrill, mas para mim a nostalgia foram nos grandes clássicos e seus acompanhamentos até certo ponto aguardados. O sino gigante me empolgara quando cheguei a pista do Morumbi, vê-lo no alto do palco, escondido, mas quando o mesmo surge e Brian Johnson inicia sua corrida frenética em direção ao mesmo... Já a sequência T.N.T./Whole Lotta Rosie trouxe em um primeiro momento o grande trem soltando rajadas de fogo e posteriormente o surgimento da grande 'Rosie Inflável' a qual se movimentada sentada sob o vagão. Let There Be Rock me trouxe a tona o pensamento, todos fazem solos de bateria mas o AC/DC faz uma música solo de guitarra. Foram cerca de 20 minutos, seguidos, iniciados no palco, percorrendo o grande corredor que cortava o gramado do Morumbi, explosões e papel picado enquanto Angus emergia da plataforma móvel, guitar retornando ao palco e mais uma aparição na plataforma atrás da bateria, momento espetacular. Paa o bis, podemos dizer que se em Highway to Hell as dezenas de milhares de chifrinhos vendidos brilhavam mais do que nunca, For Those About to Rock (We Salute You) trouxe um clima nostálgico ao local, com tiros de canhão intermitentes conforme o andar da faixa e o final apoteótico com uma inesperada queima de fogos. Após alguns minutos sem saber o que fazer, me veio a cabeça que acabara de presenciar o maior show de minha vida, mesmo está não sendo minha banda favorita. E termino esta matéria dizendo que o KISS faz o maior espetáculo da Terra apenas quando o AC/DC está em pausa de atividades.


IMAGENS DA NOITE
AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)
AC/DC - por M. Rossi (Time For Fun)
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AGRADECIMENTOS
- Time For Fun pela produção do evento e tratamento com equipe Metal Revolution
- Assessoria de Imprensa Comunique-se pelo contato para credenciamento, envio de press release e tratamento a nossa equipe não apenas nesse mas em todos os eventos de 2009
- Dinah e namorado pelos minutos de conversa ao final do chão, quando procurava o senhor repórter dos agudos no meio da multidão, além das pessoas com quem conversei mas para variar, não gravei nome (rsrs)