AEROSMITH
ESTACINAMENTO DA FIERGS, PORTO ALEGRE - RS

Review por Filipe Limas - Edição por André Luiz
Fotos por M. Rossi ( Time For Fun)

Os pingos de chuva que caíram em Porto Alegre na noite de 27 de maio durante o show do Aerosmith apenas ajudaram a lavar a alma dos fãs que esperaram 37 anos para ver uma das maiores bandas de hard rock do mundo. Por 2 horas Steven Tyler, Joe Perry e companhia fizeram um dos melhores shows que jamais se viu por aqui. Do início com Love In An Elevator e Mama Kin, ao final com Walk This Way e Train Kept A-Rollin', o palco esteve em chamas. A voz de Steven soa incrível, e o cara é, definitivamente, um dos grandes frontmen do rock andl roll. Joe Perry desfila classe e feeling com a guitarra. Juntos, são incendiários.

Aerosmith - por M. Rossi (Time For Fun)

A noite começou por volta das 20h45m com a Santo Graau, que eu até agora não entendi porque foi escolhida para fazer a abertura do show de Porto Alegre. Primeiro, o som deles é um pop bem mais ou menos. Segundo, que showzinho sem graça. Os caras perderam metade do set com covers, ao invés de aproveitarem a oportunidade para mostrar o trabalho próprio. O único momento positivo da apresentação foi quando chamaram Alemão Ronaldo ao palco para cantar Não Sei.

Às 22h em ponto, como estava marcado, uma enorme cortina com o logo do Aerosmith desce e revela a banda, que começa arrasadora com Love In An Elevator, Mama Kin e Falling In Love (Is So Hard On The Knees). A grande dúvida era como estaria Steven Tyler, que antes do agendamento da turnê passou pela reabilitação e estremeceu a banda. Bem, o que dizer. O cara é simplesmente incrível. Aos 62 anos Steven exibe uma potência e qualidade vocal de fazer inveja a cantores com metade de sua idade. Além de não parar um minuto, um verdadeiro showman.

É óbvio que um show do Aerosmith tem uma quantidade enorme de baladas, que começaram em uma sequência com Pink, seguida da grande Dream On. Claro, não faltaram Jaded – a mais sem graça do show, diga-se – Crazy, Cryin' e I Don't Want To Miss A Thing, cantadas em uníssono pelo público e What It Takes. Teve espaço para um solo curto e simples do baterista Joey Kraemer, e para um classudo de Joe Perry após Rag Doll.

Uma coisa que realmente me surpreendeu no show foi ver que mesmo sendo uma mega-banda, com dezenas de hits, ainda há espaço para as improvisações típicas do blues no show deles. Foram vários desses momentos. Primeiro em Lord Of The Things, depois em Sweet Emotion, com a bela introdução de baixo de Tom Hamilton. Em Stop Messin' Around foi a vez de vermos que Joe Perry também é um ótimo cantor. A sessão improviso terminou com Baby, Please Don't Go. O melhor disso é que toda a banda participa, inclusive Tyler, com sua harmônica que dá outro gás à alma ‘blueseira’ da banda.

Aerosmith - por M. Rossi (Time For Fun)

A banda se despediu da primeira parte do show com Draw The Line, pesadona e dançante. Demorou pouco para voltarem para o bis, e de cara com Walk This Way, que mistura o rock clássico com vocais ritmados semelhantes aos do rap. Essa foi seguida da clássica Train Kept A-Rollin', para encerrar em grande estilo o show.

Dizer que faltaram várias músicas é desnecessário, até porque eles precisariam de umas cinco horas de show para chegar perto de um set que agradasse todos. A verdade é que o Aerosmith fez um show incrível, intenso e emocionante, e deixou muita gente feliz. Essa é a função do rock.

IMAGENS DA NOITE
Aerosmith - por M. Rossi (Time For Fun)
Aerosmith - por M. Rossi (Time For Fun)
Aerosmith - por M. Rossi (Time For Fun)Aerosmith - por M. Rossi (Time For Fun) Aerosmith - por M. Rossi (Time For Fun)Aerosmith - por M. Rossi (Time For Fun)