AEROSMITH Os pingos de chuva que caíram em Porto Alegre na noite de 27 de maio durante o show do Aerosmith apenas ajudaram a lavar a alma dos fãs que esperaram 37 anos para ver uma das maiores bandas de hard rock do mundo. Por 2 horas Steven Tyler, Joe Perry e companhia fizeram um dos melhores shows que jamais se viu por aqui. Do início com Love In An Elevator e Mama Kin, ao final com Walk This Way e Train Kept A-Rollin', o palco esteve em chamas. A voz de Steven soa incrível, e o cara é, definitivamente, um dos grandes frontmen do rock andl roll. Joe Perry desfila classe e feeling com a guitarra. Juntos, são incendiários.
Uma coisa que realmente me surpreendeu no show foi ver que mesmo sendo uma mega-banda, com dezenas de hits, ainda há espaço para as improvisações típicas do blues no show deles. Foram vários desses momentos. Primeiro em Lord Of The Things, depois em Sweet Emotion, com a bela introdução de baixo de Tom Hamilton. Em Stop Messin' Around foi a vez de vermos que Joe Perry também é um ótimo cantor. A sessão improviso terminou com Baby, Please Don't Go. O melhor disso é que toda a banda participa, inclusive Tyler, com sua harmônica que dá outro gás à alma ‘blueseira’ da banda.
A banda se despediu da primeira parte do show com Draw The Line, pesadona e dançante. Demorou pouco para voltarem para o bis, e de cara com Walk This Way, que mistura o rock clássico com vocais ritmados semelhantes aos do rap. Essa foi seguida da clássica Train Kept A-Rollin', para encerrar em grande estilo o show. Dizer que faltaram várias músicas é desnecessário, até porque eles precisariam de umas cinco horas de show para chegar perto de um set que agradasse todos. A verdade é que o Aerosmith fez um show incrível, intenso e emocionante, e deixou muita gente feliz. Essa é a função do rock.
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