LISTENING SESSION E COQUETEL DE LANÇAMENTO - DEVENTTER
COLETIVO GALERIA, SÃO PAULO - SP
Texto por André Luiz - comentários por Renata Petrelli e Deventter Press Release - Edição por André Luiz
Fotos por Renata Petrelli (metalrevolution.net) & Deventter (deventter.com)

A Deventter iniciou sua trajetória em 2001 na cidade de Borda da Mata em Minas Gerais, mas logo mudou-se para Campinas, interior de São Paulo. Demoraram seis anos para lançar seu debut intitulado The 7th Dimension (2007), o qual recebeu diversas críticas positicas da imprensa especializada, além de abrir caminhos para uma importante tour a qual contou com abertura para shows do Dream Theater, Circle II Circle, além da presença do sexteto nas últimas edições do festival Roça In Roll e da Expomusic. Dois anos se passaram e a Deventter lança no mercado de forma independente seu segundo trabalho de estúdio, sob o nome Lead... On, demonstrando seu potencial criativo e incrementando a sonoridade elogiada no debut exatamente pela diversidade de elementos. A convite da banda Deventter e da Som do Darma, a equipe Metal Revolution esteve presente na sessão de audição aberta à imprensa do novo álbum, a qual contou com um coquetel destinado aos presentes.

Capa do álbum Lead... On - por Deventter (deventter.com)

Realizada no Coletivo Galeria, na região de Pinheiros em São Paulo, o local molda-se ao estilo de pub, possuindo o térreo destinado a recepção/bar o qual possui uma escada a qual leva ao segundo andar, onde fora realizada a listening session e encontrava-se uma mesa com petiscos. Passado cerca de duas horas do início do coquetel, iniciou-se a listening session do Lead... On, e posso dizer que o primeiro contato com as músicas do álbum trouxe boas reações dos que as apreciavam. Integrando as faixas com imagens no telão as quais segundo o tecladista Hugo Bertolaccini estarão presentes no encarte do CD, diria que a impressão que me fora passada é que dificilmente poderia enquadrar a sonoridade da Deventter apenas como progmetal. Iniciada por um discurso de Hynkel retirada do filme 'The Great Dictator' de Charles Chaplin, a faixa O.M.T. (One More Time) traz um riff característico o qual culmina em um refrão facilmente decorado. Mesclando elementos no teclado com um riff ao melhor estilo do thrash alemão (sim, me lembrei do Sodom no álbum M16 ouvindo essa música de início), 6000 culmina em um trabalho vocal interessante de Felipe Schäffer alinhado a um instrumental diversificado, no qual mais uma vez se destaca o teclado de Hugo Bertolaccini. Bunkers e Bankers segue a linha das duas primeiras porém dando maior espaço aos riffs e solos durante o decorrer da faixa. Em Reflected e All Rigths Removed

encontramos uma sonoridade mais intrínseca, intimista, não apenas pela melodia mais calma como também pelo timbre empregado por Felipe. Já Transcendence Inc. assemelha-se mais as músicas do Dream Theather, sem esquecer o início mesclando teclado e guitarra que nos arremete aos primórdios do Deep Purple.

Abordando a temática do álbum encabeçada por seu título, Leonardo Milani dá vazão a várias interpretações para seu significado: 'é resultado da busca por uma expressão polivalente, ou seja, que possa ter vários significados, dependendo de como o ouvinte interpretar. As reticências estão aí para complicar um pouco mais', cita o baixista. Com relação a arte gráfica, Felipe Schäffer comentou a temática sobre liderança que conceitua a obra: 'Desde o primeiro disco nós tivemos a preocupação de buscar a essência daquilo que criamos para transformá-lo em imagens. No caso da capa do Lead... On, tentamos envolver o máximo de elementos ligados ao conceito geral do álbum. O disco apresenta três pontos de vista distintos sobre as lideranças do mundo de hoje, e inserimos esses três elementos numa só viagem'.

Espécie de introdução composta por um discurso de Hynkel assim como a faixa de abertura, ... (exatamente, reticências) antecede This Grace (seria um trocadilho?), faixa a qual exemplifica a mescla de influências da banda, iniciada por um riff direto sucedido por um trecho cantado por Felipe com efeito na voz me arremetendo pessoalmente a sonoridade do Angel Dust, e uma melodia vocal um tanto quanto tendendo a Pennywise (?) para depois inserir trechos mais lentos, cantados ou simplesmente instrumentais. A esta altura, um ponto além da mescla de influências podemos notar na sonoridade da banda: a audição de cada instrumento de forma nítida em todas faixas apresentadas.

Dando sequência a análise do álbum, Losing Track Of Time marca pela linha melódica adotada e a dimensão do solo, me arremete a Children Of Bodom em dados momentos. Down To The Apex segue a linha utilizada por bandas como Iron Maiden em Journeyman utilizando uma faixa acústica um tanto quanto melódica; finalizando com Lead... Off, como o próprio nome diz, música de encerramento do álbum que insinua mais a raiz progmetal da banda, iniciando de forma lenta apenas com teclado/voz, seguindo uma linha melódica após a entrada dos instrumentos de cordas, com destaque para o solo do baixista Leonardo Milani ao final.

Após a audição por completo do álbum, os músicos agradeceram a presença de todos que por sua vez deram uma salva de palmas aos músicos, para logo em seguida posarem aos fotógrafos presentes. Enquanto o cd era executado novamente ao fundo, os integrantes da Deventter procuraram atender a cada membro da imprensa presente, demonstração de simplicidade e cordialidade típica de pessoas que demonstram batalhar para conquistar seu espaço de forma independente na cena.

FORMAÇÃO
Felipe Schäffer (V), André Marengo e Danilo Pilla (G), Leonardo Milani (B), Hugo Bertolaccini (K) e Caio Teixeira (D)

TRACKLIST
O.M.T.; 6000; Bunkers & Bankers; Reflected; All Rights Removed, Transcedence Inc.; ...; This Grace; Losing Track Of Time; Down To The Apex; Lead... Off

WEBSITE OFICIAL: www.deventter.com

AGRADECIMENTOS
- Som do Darma pela realização da Listening Session e aposta em bandas brasileiras como a Deventter, em especial ao Eliton Tomassi
- Integrantes da Deventter que demonstraram simpatia durante toda listening session, em especial Hugo Bertolaccini e Felipe Schäffer
- Companheiros de imprensa presentes, em especial Flávio Hoop e mais uma dupla cujo nome não recordo, desculpe a memória fraca
- Renata Petrelli pelas imagens desta matéria e comentários inclusos no corpo da matéria