GRAVE DIGGER
ABERTURA: REXOR CARIOCA CLUB, SÃO PAULO - SP Review por André Luiz - Edição por André Luiz Fotos por André Luiz (metalrevolution.net) Quase 30 anos de carreira, um verdadeiro ícone do heavy metal mundial. Fundada na cidade alemã de Gladbeck, a banda logo despertou interesse dos fãs pelo seu estilo agressivo, cheio de riffs, rápido, os quais deram passagem para uma sonoridade diferente quando devido a divergências internas a mesma lançou um álbum sob o nome 'Digger', mas retornando como Grave Digger lançaram trabalhos conceituais com letras um tanto quanto mais trabalhadas, sem perder a característica agressiva que lhe é peculiar. A banda passou muito tempo sem se apresentar no Brasil, até a performance pela Rheingold Tour em 2003 e a promessa de que jamais deixariam de passar com uma nova promoção de álbum pelo país devido a grande receptividade dos fãs. Gravaram álbum ao vivo em 2005 no antigo Directv Music Hall (SP), marcaram presença novamente em 2008 e novamente nesse ano retornam para promover um novo trabalho, Ballad Of A Hangman. Mesmo com a presença dos 'diggers veteranos' Chris Boltendahl (V, desde 1980), Hans Peter "H.P." Katzenburg (K, desde 1999), Jens Becker (B, desde 1998) e Stefan Arnold (D, desde 1996), a expectativa girava em torno das cinco cordas... Manni Schmidt chegou em 2000 e trouxe uma nova energia a banda, a qual encorporou em sua line up 02 guitarristas pela primeira vez em 2007 com a chegada de Thilo Herman, porém esse ano ambos deixaam a line up, sendo chamado para os trabalhos na função o músico Axel Ritt, o qual integra a banda até o final do ano, quando um novo guitarrista será anunciado.
Passavamos das 19h quando as luzes se apagam e a Intro The Gallows Pole fora executada nos PA's, os músicos adentram ao palco e iniciam a faixa-titulo do último álbum de estúdio, Ballad Of A Hangman. Em meio a receptvidade calorosa do público que já dominava boa parte da pista do Carioca Club, Chris Boltendahl anuncia um dos maiores petardos do Digger, The Round Table (Forever), para alvoroço geral, inclusive do dublê de repórter/fotógrafo de plantão. Mais um clássico segue, Son Of Evil, para logo após termos uma sequência com novidades, primeiramente Hell Of Disillusion e sua melodia que dificilmente sai da cabeça a primeira audição, depois Wedding Day. Lionheart trouxe novamente a tona o coral por parte do público presente, Silent Revolution trouxe a mescla de melodia trabalhada com letra bem inserida no contexto o qual mencionei na introdução desta matéria, mas coube a esta faixa preceder outro clássico, com seu riff inicial matador: Excalibur. Guitarras imaginárias em punho, público bradando, ponto alto da noite sem sombra de dúvida. Valhalla já era conhecida na base do mp3 em 2003 quando o Grave Digger se apresentou no Brasil antes lançar o álbum Rheingold, difícil imaginar qual seria a receptividade agora, pasados 6 anos? A sequência de grandes músicas se estendeu com a execução de Stormrider.
Se Jens e o novato Axel dominavam as ações no front do palco ao lado de Mr. Boltendahl, a precisão de Stefan Arnold e a sempre amrcante presença de palco de HP não deixavam por menos, on stage uma line up com presença de palco das melhores. Seguimos com a clássica faixa-título do álbum que marcou a tour de gravação do dvd de 25 anos da banda 2005, The Last Supper, bradada em alto e bom som pelos presentes. Mas faltavam algumas antigas, e logo a princípio executam um clássico dos primórdios da banda: Headbanging Man. Bangers alvoroçados na pista, banda literalmente apagando fogo com gasolina no palco, seguem três petardos que marcaram os álbuns temáticos da nova fase da banda pós Digger: The Dark Of the Sun, Knights Of The Cross e logicamente, Rebellion (The Clans are Marching), faixas que levam na minha opinião o momento ápice da apresentação. Apó tamanha empolgação, os músicos deixam o palco mas logo, aos gritos de 'ole ole ole Digger Digger' retornam com aquela faixa que se inicia calma mas se torna incendiaria no seu decorrer, Morgane Le Fay. Marcando a boa receptividade do Ballad Of A Hangman, segue o single do álbum intitulado Pray, bem recebido pelos presentes. Mas o momento derradeiro era chegado, e Heavy Metal Breakdown fora recebida com uma mescla de 'mas já' com 'que música!', foram incansáveis e memoráveis minutos de sua execução. Noite encerrada, a banda se dirigiria para um encontro com os fans no Blackmore Bar, um meet and greet que duraria a noite toda, regada a bandas covers, mas o principal da festa já haviamos presenciado, mas uma grande performance dos ícones do heavy metal alemão, que prometeram, voltaram em breve.
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