HARDEVIL
OCEAN CLUB, SÃO PAULO - SP Review por André Luiz - Edição por André Luiz Fotos por André Luiz (metalrevolution.net) Os últimos meses marcaram por uma sequência de eventos nas linhas hard/classic e gotic, com a linha heavy metal perdendo espaço. É certo que eventos na linha hard tem dedicado espaço para uma-duas bandas na linha heavy, mas nada se comparado a meados do início do ano com a sequência de Hellraiser e Hardevil, os eventos dessa linha musical na casa. Semanas antes da apresentação do Torture Squad na casa, eis que a Nuish promoveu a edição de um dos festivais citados acima, reunindo cerca de 500 pessoas na casa e contando com a presença de novidades como Pornstar, o retorno da Hefestus com novo vocal, a presença sempre marcante de Machine Gun, Unnatural, Spectroz e Psicose, mais dois nomes de qualidade que não se apresentavam na casa desde maio, House Of Evil e ShadowMaker. Em meio ao open bar com quatro horas de duração (sobre o qual comento mais tarde), tivemos a ausência de muitas bandas, cinco no total, por motivos não conhecidos pela Equipe Metal Revolution: Wild Side, Theater of Sin, Burn in Hell, Mary Jane e After Midnight.
O palco principal recebeu novamente a Machine Gun, uma das bandas que mais tem se apresentado na Ocean Club nos últimos meses. O público curtiu a performance, agitando do começo ao fim o show de Max (V), Rafael e Raphael (G), Rafael (D), Vinicius (B). Caracterizada por covers de Skid Row como 18 And Life e Monkey Business mais Poison, posso dizer que a banda tem sido marcada pela performance de palco em Ace Of Spades do Motorhead. Como havia citado o vocal na matéria anterior, considero que o Max evoluiu com os comentários que teci, o próprio conversou comigo a respeito posteriormente e pra falar a verdade, acho uma grande prova de humildade quando as pessoas ouvem/leem críticas e procuram as corrigir caso considerem plausíveis. Me arremetendo novamente ao caso da Unnatural cujo show eu assisti apenas o final, quando cubro eventos na Ocean eu não me remeto simplesmente a acompanhar aos shows mas sempre quando solicitado a algum auxílio por parte de músicos, produção ou mesmo público eu o faço, por isso não encaro tais eventos como uma oportunidade de entrar em baladas gratuitamente como tidos 'veículos de informação' o fazem, faço questão de participar do evento. E ainda nessa linha de raciocínio, puxando pelo exemplo da banda a seguir, a House Of Evil no palco Dark, apenas nessa apresentação eu indiquei a banda guardar seus pertences consigo no palco devido alguns acontecimentos de semanas atrás no camarim, procurei o pessoal para liberarem água, apenas não pude fazer nada quando MEU AMIGO Rafael, vocal da banda perdeu o controle de forma mais agressiva com uma moça no palco porque no momento já estava posicionado no palco de cima devido à antecipação do show da Psicose em virtude das cinco ausências de bandas na noite (PS.: soube do ocorrido posteriormente, o próprio vocal pediu desculpas pelo fato). Sobre o show em si, a House Of Evil de Rafael Petersen (V), Luis Fabian e Marcio Garcia (G), Rene Iron Hell (D) e Edivan (B) não apenas pela caracterização com pinturas e microfone de ossos à Rei Diamante e presença de palco dos integrantes, mas a técnica instrumento/vocal diferencia a banda, uma das felizes situações em que podemos dizer com todas as letras que esta se trata de uma legítima banda cover, tamanha proximidade da sonoridade original executada pelos músicos. Petardos como Black Funeral, Welcome Home, Curse Of The Pharaohs e Evil das carreiras de King Diamond e Merciful Fate empolgaram os apreciadores da boa música, sequência de riffs matadores mesclados a um massacre na bateria e um vocal que esbanja nos agudos e interpretação de palco, pelo conjunto da obra a melhor de HM da noite.
A parte derradeira da noite se aproximava, e encerrando os trabalhos na pista Dark se apresentaria a banda Spectroz, sem antes citar outra situação de momento. Anunciado como open bar com 4h de duração, eis que às 3h o bar simplesmente fora fechado, quinze minutos se passaram, chega cerveja mas não na melhor de suas condições, quente a ponto de quando você conseguia dois dedos de cerveja sem espuma no copo, poder sair comemorando. Alheio a essa situação, a SpectroZ empolgou os presentes com seu set composto por clássicos do Metallica: For Whom The Bell Tolls (minha favorita!), Seek And Destroy, Master Of Puppets, sequência avassaladora que transformou a pista em um verdadeiro ringue, mosh pits subsequentes, stage divings, sempre comandados pelo interativo vocal Allan e seus asseclas Filipe (B), Caio (G) e Ricardo (D). Já no palco principal, como citara anteriormente, houve a antecipação da performance da Psicose a qual, como ocorrera em outras oportunidades, novamente não contou com sua vocal Thammy Sillah a qual fora substituída na noite pelo vocalista Marcelo da banda Embryo de Santos (recebi ótimos comentários posteriormente de amigos 'caiçaras' a respeito da banda). Ao lado de três instrumentistas entrosadas devido aos anos se apresentando juntas, Priscila (G), Christiane (B) e Carla (D), o vocal não teve maiores problemas para impor sua presença on stage e somar as meninas em uma apresentação muito boa, a qual contou com faixas do Sabbath na era DIO sem deixar de lado clássicos imortalizados por Ozzy como NIB.
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