KREATOR
& EXODUS
OPINIÃO BAR, PORTO ALEGRE - RS Review por Filipe Limas - Edição por André Luiz Fotos por Filipe Limas (Flick do Filipe - metalrevolution.net) Uma aula bíblica foi dada em Porto Alegre na noite de 26 de outubro. Aula da bíblia do thrash metal, mais precisamente, com os shows de Exodus e Kreator, dois dos maiores ícones do gênero. Ambas as bandas já haviam se apresentado separadamente no Bar Opinião há alguns anos, e juntos fizeram o local ficar pequeno perto da insanidade dos thrashers que lotaram o local, em um dos melhores shows do ano.
O cara pegou uma baita bronca quando assumiu os vocais do Exodus, mas deu conta tranqüilamente, e isso está provado tanto ao vivo, quanto em estúdio. Mas não é só isso, pois o cara é um puta frontmam. Durante o solo de uma determinada música, o vocalista “palhetava” as guitarras base, e quando fez isso com Gary, lhe entregou uma cerveja. Em outra Dukes pegou uma câmera de um fã e fotografou cada integrante da banda. Antes de devolver, puxou o elástico da bermuda e tirou uma foto, levando o público às gargalhadas no meio da pancadaria! E essa pancadaria seguiu com outra da fase Dukes, Deathanphetamine, seguida de Blacklist, que já virou clássico. Após essa, mais um momento pra ficar na memória. Dukes lembrou da passagem anterior da banda em Porto Alegre, em 2007, e a banda mandou uma versão thrash metal pro tradicional canto de torcidas de futebol “Olé Olé Olá”. Em 2007 as torcidas de Grêmio e Inter haviam puxado o canto no meio do show, sem a banda entender muito bem o que acontecia. Essa lembrança mostra o quanto o Exodus se importa com seus fãs.
O final do melhor show da noite veio com uma seqüência absurda. Primeiro, Toxic Waltz, com a “dança tóxica” comendo solta na pista. Para fechar de vez, Stryke Of The Beast, com um absurdo Wall Of Death. ferida deste que vos escreve, e Stryke Of The Beast. Confesso que não tinha muito interesse em rever o Kreator, banda que considero um tanto quanto chata ao vivo. Mas vou me ater a falar principalmente em cima da resposta dos fãs, que eram maioria no Opinião. Após uma longa pausa a intro do novo álbum soa nos P.A.s e Mile Petrozza e cia. começam com Hordes Of Chaos. Logo emendam com Phobia, e um clássico das antigas, Terrible Certainty. O público já havia deixado de lado o cansaço após o show do Exodus e formava grandes rodas de mosh. O clima do show do Kreator é bem mais denso, recheado de intervalos para Mile conversar, o que torna a apresentação parada em demasia. Isso sem contar a mania de falar com “voz de monstro”, que não consigo engolir. Mas, era visível que a maioria estava afim disso, e a competência da banda é inegável.
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