MANOWAR Afastado a 12 anos dos palcos Brasileiros, o Manowar desembarcou no Rio de Janeiro egresso de São Paulo para o segundo da série de três shows que faria em solo tupiniquim. E com eles trouxeram um caminhão de polêmicas.
Tão logo o show da Kings of Steel acabou, os roadies começaram a preparar o palco para a atração principal da noite. Como é de costume no Citibank Hall, o grosso do público deixou para entrar em cima da hora, o que me provocou certo alívio de ter a certeza que o Manowar teria um público digno para acompanhar a sua apresentação. Com meia hora de atraso, Eric Adams (vocal), Joey DeMaio (baixo), Karl Logan (guitarra) e Donny Hamzik (que foi o baterista original e estava substituindo Scott Columbus, impossibilitado de excursionar pela América do Sul devido a problemas pessoais) subiram ao palco para dar início àquele que foi o show mais decepcionante que vi em toda a minha vida. Durante os mais de 90 minutos que passou em cima do palco, o Manowar fez um show pouco inspirado, burocrático até dizer chega e que deixou bastante a desejar em vários quesitos. Nunca imaginei que fosse ver o Manowar apático, interagindo muito pouco com os fãs, sem tocar nenhum clássico e literalmente desanimada. Acho que os acontecimentos da noite anterior na capital paulista influenciaram e muito na qualidade da apresentação da cidade maravilhosa. Havia um clima de tensão grande por parte da banda e sua equipe técnica, todos de cara amarrada e o show rolou numa velocidade absurda, parecia que a banda tinha pressa em terminar tudo. O negócio foi tão grave e evidente que nem as tradicionais brincadeiras de chamar fã ao palco que estivesse com camisa de outra banda e de convidar garotas locais para fazer a alegria dos marmanjos não rolou.
Mas nem tudo foi ruim e a apresentação teve seus momentos altos como em, Call to Arms (grande coro dos presentes), The Sons of Odin (Como canta o Eric Adams!), e as quatro últimas que fecharam o show, Warrios of The World United, House of Death, King of Kings e Army of The Dead que foram cantadas do começo ao fim pelo público que, aliás, foi o destaque do show. Se a banda não fez a sua parte em cima do palco, o público a apoiou do começo ao fim e cantou a maioria das músicas, o que contribuiu para amenizar um pouco as coisas e os músicos deixaram o palco bem felizes com a recepção calorosa dos cariocas.
É triste pensar que o Manowar tinha a oportunidade de fazer um dos melhores shows em muitos anos em terras brasileiras, mas por uma escolha equivocada isso acabou não acontecendo. Não me levem a mal, o material que a banda tem produzido nos últimos anos é muito bom, mas não o suficiente para sustentar um show sozinho, ainda mais quando a banda em questão conta com um catálogo de clássicos gigantesco. Acho louvável a atitude de olhar para frente e querer mostrar aos fãs o que aconteceu com eles nesse tempo que ficaram ausentes dos palcos brasileiros, mas nada me tira da cabeça de que poderiam ter mesclado melhor o set list, até porque tinham a oportunidade perfeita: estavam com seu baterista original e 80% da lineup original da banda. Depois de refletir bastante cheguei a seguinte conclusão: ainda estou esperando um show do Manowar. Set List:
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