É um clichê tremendo, mas o show do Megadeth em Porto Alegre no dia 26 de abril foi uma “sinfonia da destruição”. Do início ao fim o quarteto liderado por Dave Mustaine proporcionou um show intenso, que fez o Pepsi On Stage tremer diversas vezes, e lavou a alma dos que ansiavam por ver a banda ao vivo.
Tenho que confessar que nunca fui muito fã de Megadeth, mas Rust In Peace é o disco deles que mais gosto, e a execução dele na integra é algo realmente arrepiante. Do início ao fim a banda toca sem parar, sem uma palavra com o público, e praticamente sem errar uma nota. Tanto que fica quase impossível destacar um único momento. É claro que Hangar 18 e seu duelo de guitarras é um negócio incrível de se ver, Tornado Of Souls, que dá pra chamar de “hit”, foi extremamente aclamada. Mas Five Magics, Lucretia, Poison Was The Cure, etc, também foram executadas a perfeição.
Após Rust In Peace... Polaris, um pequeno intervalo, e Dave Mustaine volta ao palco sozinho, conversa um pouco e provoca o público para cantar sozinho o refrão de Headcrusher. O vocalista fala que no dia seguinte estarão na Argentina e provoca o público a cantar alto o suficiente para serem ouvidos no país vizinho. Mas a resposta desagrada o vocalista, que na segunda tentativa obtém o resultado esperado e segue com a música, e Right To Go Insane. Mas o ponto alto do show viria na sequência. Primeiro A Tout Le Monde, emocionante, e em seguida o momento em que provavelmente até o aeroporto que fica na frente do Pepsi sacudiu: Symphony Of Destruction, com o riff acompanhado pelo canto de “Megadeth, Megadeth, aguante Megadeth”. O bis também não demorou muito, com a ótima Trust, Peace Sells e o final de Holy Wars reprisado. No dia seguinte o líder do Megadeth ainda postou uma nota sobre a turnê brasileira onde fez uma afirmação que certamente deixa todos os fãs gaúchos com orgulho, de que aquele foi o melhor show no país. E pelo que vimos, ele não mentiu, pois foi sem dúvidas uma noite que valeu cada músculo dolorido.
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