MOONWALKER
OCEAN CLUB, SÃO PAULO - SP

Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)

Michael Jackson, figura mundialmente famosa, admirado por muitos devidos suas inovações na música/dança como mistura de ritmos e adaptação de passos que se tornaram sua marca registrada como moonwalk e the lean, contestado por tantos outros devido suas polêmicas envolvendo extravagâncias financeiras ou com sua aparência e mesmo pedofilia; pode-se considerar que tudo o que cercava o tido rei do pop sempre ganhou proporções maiores devido seu status de ídolo.. Baseado nessa história de sucesso, a Nuish Prod. promoveu na Ocean Club o festival Moonwalker (nome do longa-metragem de MJ lançado em 1988), reunindo bandas interpretando clássicos dos anos 80/09 (Karma Android, Classix e Gothsadness), de sonoridade gótico/industrial (Silent Angels, Delphic Oracle, Over The Hills e Das Sehnsucht, substituindo a Dead Generation que se viu obrigada a cancelar sua apresentação) e logicamente, um performer para simbolizar o rei do pop no palco (Rodrigo Jam). Além da citada substituição, não se apresentaram Antichrist Superstar devido ausência de um dos músicos e o In Concert por problemas de âmbito pessoal. As cerca de 500 pessoas presentes puderam degustar também do tradicional open bar disponibilizado pela Ocean Club além de desfrutar da estrutura da casa a qual disponibilizou os dois andares principais ao público, mais a produção que exibiu vídeos da carreira de Michael Jackson em um telão localizado no palco principal.

Rodrigo Jam - por André Luiz (metalrevolution.net)

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COMPLETO DO MOONWALKER

Com início programado para meados das 23hs, contamos novamente com o sempre presente atraso das apresentações, até o debut no palco principal por parte da banda Karma Android. Mesmo 'rivalizando' com a abertura da casa e os trabalhos do open bar, Leonardo Marcon (V), Raphael (G), Cristhyan (B) e Mauricio (D) demosntraram ser uma banda um tanto quanto despojada no palco. Leo solto, músicos de cordas demonstrando presença de palco, executaram versões um tanto quanto mais pesadas para músicas do Smashing Pumpkins como Ava Adore e Placebo, com destaque para Pure Morning (mesmo faltando mais um guitar e tecladista) e The Bitter End, arrancando o desabafo de Leo nos microfones ao seu final: 'é muito bom tocar aqui!'. No palco Dark, o primeiro ponto que pôde se notar era o odor insuportável, literalmente havia algo de podre naquele lugar que perdurou por um bom tempo, até pelo menos o fim do primeiro show do palco. A Silent Angels de Mel Ian (V), Filipe e Vini (G), Noemi (K), Ricardo (D) e Chucky (B/V) fizeram versões para músicas da banda italiana Lacuna Coil. Sinto-me totalmente a vontade para falar a respeito desta, pois no seu debut na Ocean Club em meados de fevereiro citei o nervosismo como protagonista do então primeiro show da banda na casa, poréééém... Seis meses se passaram, houveram mudanças de line up, mesmo a sequência de shows em outras casas, podemos dizer que agora presenciei o meu primeiro show da Silent Angels, a banda demosntrou estar ajustada no palco e principalmente chamando o público para a apresentação. Mel Ian nos vocais foi um show a parte, se ajoelhou no palco, interagiu com os presentes, muito boa presença de palco, sem esquecer a constante participação do guitarrista, outro destaque

individual da banda. Confesso que gostei da execução de faixas como Enjoy The Silence, Heaven's A Lie e Swamped, mas acredito em uma evolução ainda maior da Silent Angels com o decorrer dos shows, tornando seu grupo mais homogeneo no palco, algo que apenas o entrosamento entre os músicos através da experiência juntos on stage pode trazer.

A atração a seguir conseguiu pela primeira vez (a qual seria a única da noite) encher a pista principal. Assim que os PA's da casa executaram os primeiros acordes, surgiu no palco a figura de Rodrigo Jam performando clássicos do Michael Jackson. Entre as músicas dupladas estavam Thriller e Billie Jean, em meio a trocas de figurino e gritos vindo do público (especialmente o feminino) enquanto Rodrigo executava alguns dos principais passos do rei do pop. Retornando ao campo musico-instrumental, a Delphic Oracle de Larissa Gomes (V), Luis Augusto e Bruno Serafim (G), Diego Lopes (B/V), Everton ‘Tatau’ (D) e Erich William (K) trouxe ao palco Dark seu repertório calcado na carreira do Epica.. Se pudesse estipular em niveis percentuais, diria que as músicas foram executadas com uma porcentagem acima dos 90% de idoneidade se comparado ao original, algo sempre almejado pelas bandas cover. Em dados momentos achei o microfone do vocal masculino baixo, acho que o único ponto a ser corrigido, mas a saber pela execução de músicas como The Obssesive Devotion, Quietus, Seif Al Din, Cry For The Moon e a participação do público, pude concluir que já possuia a primeira banda da listagem como melhor da noite.... Destaque individuais são difíceis de se apontar pois o ponto que abordei sobre a banda ser homogenea no comentário da Silent Angels eu pude verificar na Delphic Oracle, da presença depalco da Larissa nos vocais até a atuação constante de Erich nos teclados, passando pelas viradas no momento certo de Tatu e a atuação do trio de cordas. A apresentação contou com participação especial de Cynthia Karavla, e que permita dizer, se ela estivesse se apresentando durante 40 minutos demonstrando constância na potência de voz, esta seria escolhida facilmente como única vocal da noite (será que estou curioso para ver seu novo projeto musical após essa participação? rsss).

Marcos Martinez (Over The Hills) - por André Luiz (metalrevolution.net)

Mel Ian (Silent Angels) - por André Luiz (metalrevolution.net)

A sequência de apresentações continuava... No palco principal a banda Classix de Carol (V), Diego (G), Fernando (B), Viviane (K) e Eduardo (D) apresentou seu set em clássicos dos anos 80/90. Banda demonstrou presença de palco, principalmente na parte instrumental, sem esquecer a frontwoman Cah com seu visual menininha. Mas ainda comentando sobre a vocal, não sei se por conhecer a faceta de ex-vocal de Nightwish onde ela literalmente demarcava território, senti a falta de algo a mais em sua voz, não sei se ela estava segurando devido a linha das músicas que compunham o set. A pista não estava das mais cheias em virtude das aguardadas apresentações do palco Dark, mas conversando com alguns amigos que também presenciaram o show, a opinião era unânime: o instrumental está legal, mas a vocal não conseguiu encaixar sua voz. Bom, como disse, conheço o potencial da Cah e por esse motivo não questiono sua qualidade, mas tenho que colocar meu ponto de vista (e de outras pessoas ali presentes) sobre esse show em si. E ainda na linha do 'conhecer de outros carnavais', a banda a se apresentar na sequência se tratava exatamente da vencedora do Gothz Newz Cover Festival 2009 a qual poderia conferir ao vivo pela primeira vez. A line up da Over the Hills é formada por Nayara Camarozano (V), Marcos Martinez (B/V), Henrique Jesus (G), Renan (K) e Johnny Blaze (D) e minha primeira surpresa foi encontrar a Nayara no posto de frontwoman. Conheci ela algum tempo atrás porém há um certo período não a via, e encontro logo no posto de vocalista (não sabia nem que cantava rss). Comentários pessoais a parte, seguindo na apresentação, a banda possui uma linha instrumental muito semelhante ao Nightwish, os 90% de semelhança citados nos comentários sobre a Delphic se repetem no caso da Over The Hills. Não bastasse isso, a presença de palco constante de Marcos Martinez no palco, interagindo com o público, e a precisão do baterista também me chamaram a atenção, além é claro, da linha vocal e interpretação on stage de Nayara, mais uma apta a melhor da noite (bastava ver a participação do público em músicas como Nemo, Wish I Had An Angel e Over The Hills And Far Away).

Encerrando a noite antes do esperado devido a ausência de duas bandas anunciadas (pelos motivos citados na introdução desta matéria), a Gothsadness trouxe aos presentes um set calcado em músicas de muito bom grado, na linha 69 Eyes-Type O' Negative. Velvet Profundere (V), Fabio Killers e Lucas Dheivis (G), Jhoe (B) e Guilherme (D) fizeram boas versões para músicas como For Bad Times e My Velvet Little Darkness (ambas do Lacrima Profundare) por exemplo, mas havia pouco público na pista principal devido a sequência de apresentações do palco Dark com bandas mais conhecidas dos presentes. E finalizando a noite no palco Dark, a Das Sehnsucht trouxe seu line up renovado para executar alguns dos grandes sucessos do Rammstein. Jeffy, Diego, Vitor, Julia, Guilherme fzieram um show com alternâncias, houveram muitos problemas com relação ao acerto da parte técnica, em especial os efeitos executados por um lap top que os mesmos portavam, com direito a Windows reiniciando antes de Te Quiero Puta, para alegria do público rsss Pode-se resumir o show como uma alternância entre momentos até certo ponto bombásticos na execução de músicas como Feuer Frei e Benzim seguidas por um longo intervalo, depois outras grandes músicas como Ich Will e Du Hast para um novo break, mas nos momentos em que a banda pôde executar seu som fora muito bem, com destaque para interação do vocal com o público.

SELEÇÃO MOONWALKER
Esse último evento teve uma boa mescla de músicos destacados invidualmente falando, mas no termo conjunto da obra que diz respeito ao conjunto mais coeso, que foi a tônica da minha escolha como melhor da noite, não poderia deixar de apontar Delphic Oracle e Over The Hills para seleção. Caso não fosse este o critério adequado nesta noite, poderia facilmente incluir

Larissa Gomes (Delphic Oracle) - por André Luiz (metalrevolution.net)

a Silent Angels que demonstrou uma ascensão considerável desde a última apresentação da banda que presenciei e a Das Sehnsucht a qual sofreu com problemas técnicos no palco Dark mas que demosntrou força de vontade on stage e contou com a colaboração especial do público. Dessa forma, os destaques individuais se espalharam pelas demais bandas, com destaque para o trio de vocais femininos Laly-Mel-Nayara, escolha incontestável da noite, a participação ativa de Erich no comando dos keyboards da Delphic Oracle, e a mescla de interação/presença de palco dos baixistas do Karma Android e da Over The Hills. Quanto ao vocal masculino, apreciei em especial a personalidade do Diego e do Leo Marcon em frente ao público (não esquecendo os bons timbres de voz), assim como a parte técnica de Filipe da Silent Angels e Everton da Delphic Oracle.

Banda Gothic-Industral-Black: Delphic Oracle e Over The Hills
Vocal Masculino: Diego (Das Sehnsucht) e Leonardo Marcon (Karma Android)
Vocal Feminino: Larissa Gomes (Delphic Oracle), Mel Ian (Silent Angels) e Nayara Camarozano (Over The Hills)
Baixista: Cristhyan (Karma Android) e Marcos Martinez (Over The Hills)
Baterista: Everton 'Tatau' (Delphic Oracle)
Guitarrista: Filipe (Silent Angels)
Tecladista: Erich William (Delphic Oracle)

AGRADECIMENTOS
- Nuish Prod. l
pela produção e realização do evento, em especial ao Renan, Akasha, todo pessoal da segurança, DJ's e barmen
- Bandas com quem tive ótimo relacionamento tanto pelo orkut quanto durante o evento: Karma Android, Silent Angels, Delphic Oracle, Classix, Over The Hills, Das Sehnsucht
- Público com o qual tive contato durante a cobertura: Leandro, Bruno, Ernesto, Ludmila, Vinny, Anderson, Alan 'meu vip' (rsss), Vih, Ta, pessoal das bandas Hefestus, SpectroZ e Inner Strenth, Cazuza, o doutor lutador fã de Velhas Virgens, Pity, Fabiano e sua corja (rss), além do pessoal com quem conversei no evento cujo nome eu não recordo ou simplesmente não sei (kkk)