RAVE-O-LUTION
III
OCEAN CLUB, SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Comentários por Rosana - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Em
sua terceira edição, novamente na Ocean Club, a Rave-O-Lution levou
um bom público a casa de eventos localizada no centro de São Paulo,
público estimado em 700 pessoas. Além do tradicional open bar servido
no local, os presentes conferiram o Live PA EBM de Synth Life Inc. e
Virtual Paradise, o debut da Aetherea, as apresentações marcantes de
Principle Of Evil, Ravenland e Der Wanhsinn, além de shows de bom nível
de Indoctrination, World Of Darkness, MoonWhisper e Love In A Void.
Se a proposta do nome é transformar a noite em uma verdadeira 'rave'
(como trazia os dizeres no flyer '10 horas de festa'), o mesmo não pôde
se conferir na prática devido a ausência de algumas bandas anunciadas:
Untitled (The Cure) por problemas de saúde com a mãe do vocal, Nowhere
(HIM) a qual cancelou sua apresentação em cima da hora e Mister Super
Star (Marylin Manson) por divergência com a produção do evento sobre
horário em que tocariam (banda começaria a tocar mais tarde que o programado
e preferiu ir embora antevendo um suposto corte no set). Incrementando
a matéria, nada melhor do que uma opinião a parte, com uma visão não
apenas do público como de pessoa que conhece do estilo, portanto, após
alguns meses afastada está de volta aos comentários em matérias minha
braço-direito Rosana. Da mesma forma, atendendo a pedidos, imagens em
tamanho extendido tanto das bandas quanto do público estão disponíveis
no link abaixo em um álbum especial da Rave-O-Lution III.
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CLIQUE
AQUI E CONFIRA ÁLBUM
COMPLETO DA RAVE-O-LUTION III
O início das apresentações segundo
cronogrmaa estava marcado para às 23h, mas logo que chegamso
a casa fomos avisados sobre as baixas da noite, curiosamente
a primeira e a última do palco principal. Em virtude dos citados
cancelamentos, a primeira banda a se apresentar na noite se
tratou da Love In A Void, no palco Dark, a qual iniciou sua
performance antes da abertura do open bar, e devido a esse fato,
presenciou a pista ganhando volume de pessoas conforme se aproximava
das 0hs. Pelo horário que chegamos à pista, não posso precisar
se fora executada alguma faixa do Siouxsie And The Banshees
como anunciava o flyer do evento, maaaaasssss Jair Silva (G/V),
Cris (B), Felix (D) e Rafael (K) demonstraram um bom conjunto
em faixas como Love Will Tears Us Apart, Transmission e Lucretia
My Reflection, principalmente nos covers de Joy Division e mesmo
The Smiths. Quanto ao Sisters, como comentou a Rosana, acredito
que pela memória recente da performance da própria banda ao
vivo em São Paulo, fica um pouco difícil dizer a respeito...
rsss No palco principal por sua vez o público agitou do inicio
ao fim, em uma das melhores performances da noite constatadas
pelos pescoços doloridos do repórter e da comentarista de plantão.
Predator Filth (V), Quinho e Guiler (G), Felipe (B), Otavio
(D), Thiago (K) e Tatiana (Backing) levaram o terror ao palco
com o Principle of Evil, uma performance forte, direta, sem
frescuras, em faixas executadas como The Principle Of Evil Made
Flesh, Nymphetamine, Dusk And Her Embrace e From The Cradle
To Enslave, contando em dado momento com a participação especial
de Andrei Ramires (Dead Generation). Destaque para o entrosamento
demonstrado on stage, individualmente o Otavio massacrando sua
bateria e o competente e sempre falastrão Predator Filth interagindo
constantemente com o público.
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Na mesma data deste festival,
ocorreu alguns quarteirões mais a frente, no Inferno Club, a apresentação
de um dos principais nomes do EBM mundial, os belgas do Vomito Negro,
o qual atriu muitos fãs do estilo. Acredito que em virtude disso as
duas performances a seguir não tiveram tanto apelo do público como já
presenciei em outras apresentações das mesmas... Ambas no palco Dark,
em meio ao open bar em pleno funcionamento, primeiramente a Synth Life
Inc. de Kold (V/Programming), Android (Programming/Samplers) e Jack
(Samples/Loops) em faixas próprias e EBM covers como Indústria Macrabra
e Engrenagem da Culpa. Na sequência fora a vez da Virtual Paradise de
Allucard (V), PV Tisbierek (V/Strings/Synths) e Elvis Shield (DJ) demonstrar
não apenas composições autorais como versões para clássicos do estilo.
Como citou a comentarista, ambos projetos possuem uma boa harmonia entre
as batidas e a voz, dentro deste deste estilo estão eprfeitamente encaixados.
O palco principal recebia novamente após um longo período a banda de
gothic rock Ravenland. As vésperas de lançar seu primeiro full album
e com vídeo-clipe veiculado na MTV, Dewindson e Camilla Raven (V), Albanês
(G), J. Cruz (B), Tropz (D) e Fermann (K) retornam a Ocean Club com
um status diferente de quando se apresentavam constantemente na casa
dois anos atrás. Faixas como The End Of Light, Burning For You, Soul
Moon, Nas Asas do Corvo - The Crow e Tragic Romance foram bem recebidas
pelos presentes, com destaque para atuação dos vocais Dewindson e Camila
Raven, tanto pela presença de palco quanto interação com o público,
como citou a Rosana, a inclusão do violino em determinadas músicas traz
um clima todo especial, sendo executado ao vivo então...

Após um hiato de apresentações,
eis que as duas seguintes acontecem de forma simultanea. No palco principal
a Der Wahnsinn formado por Christian Hoffmann (V), Denis Roosevelt (D),
Eloi Aldrovandi e Fernando Mazzaro (G), Leandro Mazzaro (B) e Rodrigo
Gomes (K) executou seu set mesclando faixas próprias com hinos do Rammstein.
E foi nesse clima entre Benzin, Industrielle Revolution, Te Quiero Puta,
Feueragen que (em minha opinião) uma das melhores bandas do Brasil não
apenas demonstrou o entrosamento de uma line up que há anos permanece
juntos como presença de palco e interação com o público impecáveis,
o qual participou ativamente da apresentação. Resumidamente, em quase
dois anos de Ocean Club, cobrindo eventos praticamente todo final de
semana, havia acabado de presenciar a melhor trinca de shows no palco
principal da casa, iniciada pelo Principle Of Evil, prosseguindo em
alto estilo com a Ravenland e encerrando com a Der Wahnsinn. No palco
dark, em meio aos últimos sussurros do open bar, a Indoctrination trouxe
aos presentes o black metal novamente a tona. Adreych (V), Elton Sørger
e Frakt Høste (G), Ŧhiagø Satierf (B), Rallf Schmerz (K) e Otavio (D)
reuniu basicamente o público que presenciou o Principle Of Evil para
uma boa performance de palco e o entrosamento corriqueiro do oficial
Dimmu Borgir cover do Brasil. Aliás, se o Otavio já conseguira minha
indicação como melhor baterista da noite pela apresentação com o Principle
Of Evil, praticamente colocou a cereja no bolo com mais uma destruição
nesse show.
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Interpretando
clássicos de Nightwish e After Forever, o World Of Darkness
supreendeu a quem não os conhecia (incluso a dupla que cobriu
este evento) com entrosamento instrumental e qualidade on stage.
Andréya Vampy e Thabata (V), Bira (B), Willy Jeha (G/V) e Roger
Biondani (D/V) em faixas como Kinslayer, Emphasis e Wishmaster
agitaram o público presente, mas o destaque especial fica para
vocalista Thabata. Assim que ouvimos os primeiros segundos de
sua voz, eu e a Rosana nos olhamos e a expressão foi exatamente
a mesma: ela canta pra caral** rsssss Há meses não presenciava
uma vocal com performance tão completa na Ocean Club, diria
mesmo nesse ano, presença de palco, interação com público/banda,
entrosamento com a parceira Andréya Vampy e um timbre primoroso.
O final do evento seria tomado mesmo por frontwomen e suas bandas
na linha gothic metal. O palco principal recebeu como despedida
da noite a performance da Moonwhisper, interpretando músicas
do Within Temptation. Desde minha última apresentação da Moonswhisper,
no polêmico Vamp XI ocorrido no Odyssey Club, posso considerar
algumas diferenças na banda. A começar pelade line up formada
por Patricia Montrase (V), Juliana Menezes (Back), Daniel Cassoli
(G), Kleber Almeida (B), Marcos Vinicius (K) e Eduardo Luís
(D), e prosseguindo com a cover escolhida, Within Temptation,
enfim uma banda decente tocando clássicos de Sharon e cia como
Mother Earth. Entre os destaques individuais a vocal trajada
a caráter, banda entrosada, inclusive a presença do tecladista
Marcos Vinicius no lugar de Vinny Brasil. No palco dark o encerramento
da noite ficou por conta da Aetherea, integrada por Nathalia
Amancio (V), André Miranda (G/V), Caio Maselli (B/V), Renan
Renzi (D) e Itamar Ogeda (K). Mais focada em músicas do álbum
Divine Conspiracy, a banda até desempenhou um bom papel no momento
em que deixavamos de lado a performance da vocal Nathalia. Sinceramente
não achei adequado seu timbre para o tipo de som apresentado,
ou como diria a comentarista de plantão 'faz instrumental do
Epica que sai melhor'. |
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SELEÇÃO
RAVE-O-LUTION III
Em um line up formado por bandas muito boas, considero
ser uma árdua tarefa em mãos para escolehr a seleção do evento, mas
nesse evento algumas performances se sobressairam de tal forma que
poderia considerar uma espécie de nomeação automática para o posto
de melhor da noite. Em termos de vocais e baterista fora algo um tanto
quanto visível, não apenas pela parte técnica mas também pela presença
de palco tanto a dupla da Ravenland quanto Predator Filth e Thabata
se trataram de shows a parte; Otavio no comando da bateria de dois
nomes tradicionais do black metal proporcionou um massacre aos presentes.
O trio de cordas da Der Wahnsinn por sua vez possue um entrosamento
e interação não apenas entre si mas com o público que dificilmente
poderia citar outro músico em guitarra e baixo, a não ser que um legítimo
guitar hero baixasse na Ocean Club... rsss Assim como citei no Vampyria
Secret, em termos de tecladista se sobressai a presença constante
de Thiago Metalero on stage, segunda indicação em dois eventos. E
com tantas indicações para Der Wahnsinn, Principle Of Evil e Ravenland,
logicamente o posto de melhores bandas da noite não poderiam ficar
para outros, mas a indagação que faço é 'imagina a dor de cabeça que
seria caso a Mister Super Star tivesse se apresentado também...'.
Vocal Masculino:
Dewindson (Ravenland) e Predator Filth (Principle Of Evil)
Vocal Feminino: Camila Raven (Ravenland) e Thabata
(World Of Darkness)
Baixista: Leandro Mazzaro (Der Wahnsinn)
Baterista: Otavio (Principle Of Evil)
Guitarrista: Eloi Aldrovandi e Fernando Mazzaro (Der
Wahnsinn)
Tecladista: Thiago Metalero (Principle Of Evil/Indoctrination)
Banda Gothic-Industrial-Black: Der Wahnsinn, Principle
Of Evil e Ravenland
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AGRADECIMENTOS
- Gothz Newz pela produção e realização do evento,
em especial ao Bruno, Ernesto, todo pessoal da segurança,
DJ's e barmen
- Bandas com quem tive ótimo relacionamento, em especial a Principle
Of Evil, Ravenland, Der Wahnsinn, Virtual Paradise e Synth Life
Inc
- Público com o qual tive contato durante a cobertura: Rodrigo
'cunha' (rsss), Leandro, Ricardo, Bruno, Ludmila, músicos da
Mister Super Star, Larissa da Delphic Oracle, meninas da Ilüvênis,
Lilian 'Japa', Tina Tuner (seguuuura), Sapo 'carente de plantão'
(agora apanho rsss), Clayton fanfarrão (rsss), Dj Bruxinha (linda
como sempre), além do pessoal com quem conversei no
evento cujo nome eu não recordo ou simplesmente não sei (kkk)
- Rosana, comentarista de plantão, melhor amiga, sempre
presente, companheira de verdade
- lógico, pra pessoa em especial (ou seria a criança? rss) que
com seu desaparecimento me motivou, deu ânimo redobrado pra
fazer o que mais gosto: escrever e curtir meus amigos! |
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