BLASTHRASH, OPUS TENEBRAE,
BOMB THREAT, ESGAROTH, MIDNIGHTMARE

OCEAN CLUB, SÃO PAULO - SP

Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)

Do início no meio underground, ao crescimento aos poucos com bons álbuns, apresentações ao lado de bandas internacionais como Incantation, Kreator, Tristania, Dimmu Borgir, a gravação da performance ao lado do Desaster para lançamento em DVD, e posteriormente, a vitória da edição brasileira da WOA Battle e a consagração na Alemanha vencendo a maior disputa de bandas do mundo no Wacken Open Air. Em meio a shows pela europa ao lado de grandes nomes da cena mundial como Overkill, apresentação no palco principal do WOA e lançamento do próximo álbum de estúdio no exterior, a banda se apresentou pela primeira vez na Ocan Club em São Paulo para um ávido e numeroso público (cerca de 650 presentes), que também desfrutaram do open bar da casa e conferiram as performances de Blasthrash, Opus Tenebrae, Bomb Threat, Esgaroth e Midnightmare. As baixas na line up da noite ficaram por conta do Decried (não concordou em ser a última banda e desisitiu de se apresentar) e a Sounder (não quis se tocar no palco Dark).

Esgaroth - por André Luiz (metalrevolution.net)

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COMPLETO DAS APRESENTAÇÕES

A noite se iniciou com o público chegando aos poucos, como havia sido anunciado horário de apresentação da Torture Squad para meados de 1h, os fãs optaram por chegar mais em cima da hora. A primeira a subir no palco Dark fora a Bomb Threat de Leonardo Pony (V), Marco Comar e Hugo Samuray (G), Gabriel Persecution (B) e Enrico Bola (D). A banda executou uma sonoridade sem frescuras, thrash/death com muitos riffs, com destaque para o guitar solo em faixas como Real Reason e Terminator. Nota para os problemas na bateria, os quais obrigaram Enrico a em alguns momentos esquecer o bumbo. O público ainda estava frio, mas conforme se aproximava o horário da abertura do open bar, as aglomerações começavam a se formar nos pontos de distribuição de bebidas.

A segunda a se apresentar no mesmo palco fora a Esgaroth, passada 0h. Demonstrando a força de seu black metal cru de Kerak Troyll (V), Belial Asmodeus (G), Agares Nosferatu (B), Berion Yriskele (D) com pitadas melódicas nos teclados de Fenrir Bhrans (K), a banda pela primeira vez se apresentando na casa fora a primeira a montar um conglomerado junto ao palco, até mesmo por sua rodagem na cena underground paulistana. Faixas como Eternal War aqueceram os presentes para o que seria o próximo massacre sonoro da noite, a atração principal do evento, que começara sua performance durante as últimas faixas da Esgaroth.

Na pista principal a situação se resumia a aglomerado de pessoas e muita, mas muita fumaça. Em meio ao prenuncio do fim com a intro MMXII (nada mais sujestivo), Vitor Rodrigues (V), Amilcar Christófaro (D), Castor (B) e Augusto Lopes (G) adentram ao palco e iniciam sua performance com o petardo do novo álbum Hellbound, Living For The Kill, seguida por outra faixa do último trabalho de estúdio, The Beast Within. Em meio ao extase dos presentes sob os primeiros brados de 'headbanger' de Vitor Rodrigues, o frontman da Torture Squad anuncia o primeiro petardo clássico da apresentação: Towers On Fire. O clima esquentava literalmente falando, músicos pingando de suor, o aparelho de fumaça trabalhando incessantemente, público se espremendo na pista aumentando a sensação térmica, e nesse conjunto de fatores eis que seguem mais duas faixas do Hellbound: In The Cyberwar e Man Behind The Mask. O ritmo empregado pelo trio Castor/Augusto/Amilcar permanecia incessante, The Unholy Spell é anunciada, levando o clima na pista a beira do caos.

Torture Squad - por André Luiz (metalrevolution.net)

O sistema de som e luzes fora todo adaptado de acordo com as exigências da banda, em especial do baterista Amilcar, e posso dizer que o resultado final tornou-se altamente satisfatório. Mas o ponto que me eprturbou mesmo fora a grande quantidade de fumaça, a máquina não ficou mais do que dois intervalos de músicas parada, por esse motivo me desculpo pela qualidade inferior das imagens extraídas da TS em comparação as demais bandas. A faixa título do último trabalho de estúdio, Hellbound, fora bem recebida pelos presentes, aliás, os mesmos se encontravam na mão de Vitor Rodrigues, um frontman de mão cheia que torna-se mais um em meio ao público alvoroçado, um headbanger no palco. Convulsion e Murder Of A God antecedem uma sequência de agradecimentos aos que tornaram o evento possível, bandas que se apresentaram e segue o petardo clássico Horror And Torture, para alvoroço geral (inclusive da assessora de imprensa Vera Kikuti). A banda deixa o palco, retorna aos gritos de 'Torture Squad', e após o anúncio de Vitor Rodrigues, eis que os primeiros acordes de minha faixa favorita da TS são executados: Pandemonium é a palavra exata para descrever o clima da Ocean Club na tida noite. Finalizando a apresentação, executam o carro-chefe do Hellbound, Chaos Corporation, com seu refrão bradado em uníssono pelo grande público.

Torture Squad - por André Luiz (metalrevolution.net)

Torture Squad - por André Luiz (metalrevolution.net)

Findada a performance da Torture, uma parte do público deixou a casa, enquanto um bom número de pessoas se dirigiu à pista Dark para última performance do palco, a cargo da experiente Midnightmare. O trio Simone (B/V), Quércia (D) e Kedley (G) trouxe um set vigoroso, o qual apenas não foi melhor aproveitado pelo público porque o mesmo se encontrava exausto pelo show da Torture Squad. Faixas como In The Name Of God e Final Conflict passaram uma boa impressão aos presentes, mesclando bom instrumental com o vocal forte de Simone.

Passada uma hora da performance da Torture Squad, com equipamento de palco sendo retirado e encaminhado a uma van localizada na entrada da Ocean Club, eis que duas apresentações se sucederam, primeiramente a Blasthrash.
No palco, Dario Viola (V), Henrique Perestrelo (G), Diego Nogueira (B) e Rafael Sampaio (D) levaram seu thrash metal sujo, cru, direto, inciando seu set com Freedom Lies Dead e V.J.F.F., mas sem deixar de lado faixas mais conhecidas do público underground como Assassin, Possessed By Beer, Beer And Mosh e a derradeira da noite, Psychotic Minds, em uma performance empolgante que serviu para gastar o restante das energias de boa parte dos sobreviventes da noite.

Em meio ao clima de fim de festa, ainda havia tempo para a Opus Tenebrae se apresentar. Era passado das 4h quando Opus (V), Lomax e Décio Andolini (G), Christian Bacci (B), Celso VX (D/V) e Marcelo Soutullo (Gaita de fole /V) subiram ao palco principal com Pugnae Aeternum e Perperam Regnum, seguiram com a obra prima Celtic Mistery e em meio ao público exausto, finalizaram com Aurea Hyspania e Teriomorphic Encarnations. Pena ter ficado para tão tarde a performance, a empolgação do público era a mínima possível, sendo mais visto público nos sofás do que na pista propriamente dita. Finalizamos esta grande noite, mas não poderia deixar de dar meu recado aos demais veículos presentes: o festival não contou apenas com uma banda se apresentando, deem mais valor a quem quer mostrar seu espaço. A cena underground agradece.

Opus Tenebrae - por André Luiz (metalrevolution.net)

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AGRADECIMENTOS
- Equipe Hard 'N' Roll
pela produção e realização do evento, em especial ao Bruno, Ernesto, todo pessoal da segurança, DJ's e barmen
- Torture Squad, em especial Vitor Rodrigues e a assessora de imprensa Vera Kikuti, além das bandas que se apresentaram com quem tive ótimo relacionamento durante o evento: Esgaroth do vocal Kerak Troyll, Midnightmare da dupla Simone/Quércia, Blasthrash e amigos do ABC, além da Opu Tenebrae (mesmo sem a Luciana rss) e Bomb Threat
- Público com o qual tive contato durante a cobertura: Renan, Rodrigo 'cunha' (novo 'Belo' rsss), Leandro 'Bóh', Alan, Vinny, Anderson, doutor Milho Wonka, membros da Metal Health, Val Maciel, o casal companheiro de aventuras Leandro/July (nos vemos no Belphegor!), meu vizinho de São Miguel cujo nome fugiu a mente (rsss), Báh e amiga, Rafael e banda House Of Evil, além do pessoal com quem conversei no evento cujo nome eu não recordo ou simplesmente não sei (kkk)