ZZ TOP
PEPSI ON STAGE, PORTO ALEGRE - RS

Review por Filipe Limas - Edição por André Luiz
Fotos por Filipe Limas (Flick do Filipe - metalrevolution.net)

Domingo, 23 de maio, 22h, três senhores na casa dos 60 anos sobem ao palco do Pepsi On Stage, em Porto Alegre. A partir daquele momento a cidade treme, e o público se incendeia com um dos mais divertidos e empolgantes shows já vistos por essas terras. O ZZ Top, com suas indefectíveis barbas, desfilou durante cerca de 2 horas clássicos de suas quatro décadas dedicadas ao bom e velho rock and roll, com doses cavalares de blues.

ZZ Top - por Filipe Limas (metalrevolution.net)

Quando Billy Gibbons (guitarra), Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria) começaram a tocar Got Me Under Pressure, parecia que tudo seria perfeito. Iluminação fantástica, presença de palco e uma banda afinadíssima, levaram os fãs, que compareceram em bom número, mesmo sem lotar o local, ao delírio. Mas terminada a música, algo estranho no ar. Um zumbido constante incomoda e faz com que o trio saia novamente do palco.

Minutos depois eles voltam com uma pessoa da produção, que diz que ocorreu um problema de queda de energia. Estranho. Mas segue o show, com os blues Waitin´ For The Bus e Jesus Just Left Chicago, executadas com maestria. Mas o zumbido continua e novamente eles saem. Mais uma longa espera, de pelo menos cinco minutos.

Aí sim eles voltam com Pincushion, para sair só no fim. I´m Bad, I´m Nationwide é a seguinte, com muita pegada. Gibbons e Hill são extremamente performáticos, com passos coreografados e brincadeiras que divertem o público. No telão rodam basicamente três tipos de imagens: carros, peças de carros e, é claro, mulheres. E elas também participam do show no palco. Em determinado momento Gibbons chama uma moça que estava ao lado do palco e trava um diálogo em português, que não sai muito bem. Mas serve para introduzir outra moça, em trajes sensuais que lhe entrega seu "chapéu de blues", para a execução de Future Blues, seguida de Rock Me Baby, tudo em alta voltagem.

É incrível que apenas três senhores consigam preencher tanto o som. Enquanto Gibbons sola, Hill faz uma base sólida com seu baixo trovejante, e Beard marca o ritmo em sua bela bateria com peças de carros, motos e caminhões. Claro, há samplers aos montes nas músicas da fase anos 80, o que tapa muitos dos buracos. Mas quando a banda manda um blues sem frescuras, continua tudo muito bem preenchido. Mesmo sendo eles próprios lendas do rock, não deixam de prestar tributo aos seus ídolos, como Jimmy Hendrix, em uma versão intensa de Hey Joe. A primeira parte do show termina com uma sequência de hits de tirar o fôlego. Primeiro Gimme All Your Lovin´, depois Sharp Dressed Man e por fim, Legs. Nessa teve até a guitarra e o baixo cobertos de pelos de carneiro, extravagância máxima do trio. Só faltaram as mulheres para dançar no palco, mas o telão supriu essa necessidade com belas imagens.

ZZ Top - por Filipe Limas (metalrevolution.net)

O bis não demorou muito, e começou com a clássica Viva Las Vegas, imortalizada na voz do rei Elvis Presley, mas que ganha uma pegada mais forte com o o ZZ Top. Para finalizar as duas músicas mais conhecidas do trio, La Grange e Tush, com direito a mais improvisações e solos. Claro que faltaram algumas músicas, como Beer Drinkers And Hell Raisers, mas nada que fizesse da noite menos do que espetacular.

IMAGENS DA NOITE
ZZ Top - por Filipe Limas (metalrevolution.net)
ZZ Top - por Filipe Limas (metalrevolution.net)
ZZ Top - por Filipe Limas (metalrevolution.net) ZZ Top - por Filipe Limas (metalrevolution.net)