ZZ
TOP Domingo, 23 de maio, 22h, três senhores na casa dos 60 anos sobem ao palco do Pepsi On Stage, em Porto Alegre. A partir daquele momento a cidade treme, e o público se incendeia com um dos mais divertidos e empolgantes shows já vistos por essas terras. O ZZ Top, com suas indefectíveis barbas, desfilou durante cerca de 2 horas clássicos de suas quatro décadas dedicadas ao bom e velho rock and roll, com doses cavalares de blues.
É incrível que apenas três senhores consigam preencher tanto o som. Enquanto Gibbons sola, Hill faz uma base sólida com seu baixo trovejante, e Beard marca o ritmo em sua bela bateria com peças de carros, motos e caminhões. Claro, há samplers aos montes nas músicas da fase anos 80, o que tapa muitos dos buracos. Mas quando a banda manda um blues sem frescuras, continua tudo muito bem preenchido. Mesmo sendo eles próprios lendas do rock, não deixam de prestar tributo aos seus ídolos, como Jimmy Hendrix, em uma versão intensa de Hey Joe. A primeira parte do show termina com uma sequência de hits de tirar o fôlego. Primeiro Gimme All Your Lovin´, depois Sharp Dressed Man e por fim, Legs. Nessa teve até a guitarra e o baixo cobertos de pelos de carneiro, extravagância máxima do trio. Só faltaram as mulheres para dançar no palco, mas o telão supriu essa necessidade com belas imagens.
O bis não demorou muito, e começou com a clássica Viva Las Vegas, imortalizada na voz do rei Elvis Presley, mas que ganha uma pegada mais forte com o o ZZ Top. Para finalizar as duas músicas mais conhecidas do trio, La Grange e Tush, com direito a mais improvisações e solos. Claro que faltaram algumas músicas, como Beer Drinkers And Hell Raisers, mas nada que fizesse da noite menos do que espetacular.
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