Metal Revolution Blog

October 3, 2009

Underground – A união que não faz a força, desabafo sobre a cena atual

Filed under: Uncategorized — André Luiz @ 2:35 pm

Por Jack The Ripper – Eduardo Jr.
Repórter/Fotógrafo - Equipe Santos/SP
Contato:
jack@metalrevolution.net

Underground (na língua inglesa, o mesmo que “subterrâneo”) trata-se de uma expressão usada para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia, também conhecido como movimento ou cena. A cultura underground também pode ser chamada de contra-cultura. Analisando…

O termo Underground ganhou notoriedade a partir da década de 60 e foi utilizado para definir os movimentos artísticos e intelectuais que começaram a surgir na época. Hoje, na cena da música pesada (a qual estou ligado diretamente) é comum ver bandas, promoters ou ‘profissionais’ se utilizando falsamente do termo “underground” e denominando eventos ou determinadas bandas/músicos como sendo parte desta cena. O termo remete a algo independente, sem mídia, sem apoio e etc, mas, analisando friamente, o que todos em meio ao underground justamente buscam é a projeção, a exposição, o destaque na mídia, controverso não?

Muitas das bandas ditas grandes hoje em dia e que se vangloriam de terem sido erguidas com bases no underground não honram na prática o que pregam. Quem é do underground, ou lucra com ele de alguma forma, tem todos os seus argumentos, discursos e pseudo ideologias baseadas no princípio da união e da cooperação mútua entre os envolvidos, porém, contudo, entretaaaaaanto, eu pergunto: será mesmo? Vejo este tipo de conduta hoje em dia com extrema desconfiança, exceto por algumas raríssimas exceções de pessoas, veículos de comunicação, bandas e locais que realmente apóiam a cena de fato e que levam a bandeira do underground com honestidade e atitude, porém, infelizmente, tratam-se de raríssimas exceções a uma triste regra.

Temos hoje inúmeras bandas que surgiram do underground, conseguiram uma certa notoriedade na cena, ganharam o mundo e que após isto, viraram literalmente as costas para esta mesma cena que os ergueu, sem possuir um pingo de noção de união e corporativismo outrora pregado por eles; não mais possuem o espírito de união com relação a bandas que estão começando ou que não possuem a mesma notoriedade, e novamente por essa razão, eu questiono: isto é união? Apoiar as raízes? Atitude? Quando questionadas a respeito, estas bandas se apóiam na premissa de que hoje em dia são “profissionais” e etc, aquela velha máxima de que dinheiro está em primeiro lugar e move tudo; que o amor pela música, pela ideologia, pela atitude sempre é algo dito como sendo prioridade somente da boca para fora, pois na verdade isto é algo secundário. Estas mesmas bandas “grandes” em seus shows ou aparições, pregam e usam o nome do underground até hoje, colocando-se como uma espécie de porta voz da cena, o que considero ridículo pois a teoria e a prática se diferem…

Hoje em dia para se obter um destaque em revistas consagradas do gênero, não é preciso ter qualidade musical e atitude, isto é secundário e também relativo já que gosto musical é algo particular e difere de pessoa para pessoa, mas, de um modo geral, como tudo na vida, basta ter bolso forte e disposição para pagar e você ou sua banda facilmente conseguem ter uma página inteira em uma revista de nome na cena, ou um destaque na “index” de qualquer site forte especializado. É muito comum ouvirmos certas “lendas” na cena, porém, com um fundo de verdade, de que algumas bandas muitas vezes fracas em qualidade e fortes no bolso pagaram para abrir shows de bandas consagradas, o famoso “jabá” que é antigo na música, mas, como se prega a pseudo união na cena underground… Bandas com certo nome recebem também este “jabá” para permitir que qualquer banda disposta a pagar abra seus shows, casas consagradas cobram por isto e etc, e o pior é que existem bandas que efetivamente pagam por isto e reforçam este tipo de conduta lamentável.

Temos casas de shows famosas em SP, no Brasil e creio que também no mundo, onde bandas novas não possuem nenhum tipo de espaço e apoio, exceto bandas cover, que obviamente incorporam e transmitem a energia da banda que homenageiam, ou trocando em miúdos, estão todas “Gozando com o órgão alheio”, porém, atraem público maior e consequentemente lucro maior para todos os envolvidos no evento e justamente por isto o “apoio” a este tipo de banda trata-se de algo indiscutivelmente maior por parte das casas especializadas, e de toda a mídia. Nesse ponto, vejo que a culpa disto é do público que movido pela paixão a determinada banda, deixam de lado a ideologia e a cena como um todo. Logicamente que com relação as casas especializadas e também com relação a imprensa escrita ou falada, eu entendo e compreendo que hoje em dia manter um estabelecimento de portas abertas ou um veículo de comunicação funcionando é algo totalmente complicado, até mesmo pelas dificuldades econômicas e operacionais que são exigidas para tal, porém, o apoio a cena independente é totalmente nulo, praticamente não existe, e quando é dado, salvo exceções, as bandas são exploradas, mal compreendidas e desacreditadas.

Consursos para levar bandas a festivais grandes, a selos de gravadoras e etc, são sempre alvos de boatos sobre sua veracidade e credibilidade, bem como do compromisso com a música pura e simplesmente, sempre deixando no ar boatos sobre “cartas marcadas” e etc, mais um ponto lamentável para a cena. É inadmissível a meu ver, que uma banda, seja obrigada a pagar para tocar. Elas gastam dinheiro com ensaios, com gravação, com aparelhagem, deixam o sangue e o suor nos ensaios e produzem o que deveria ser o único e relevante atrativo para se apresentar, a música e somente a música deveria ser o termômetro para estas escolhas e abertura de espaços.

A intenção de quem esta começando é sempre divulgar o trabalho e as vitrines por sua vez exploram através de valores (monetários) para dar espaço a estas bandas. Isto a meu ver é um abuso, uma falta de consideração com as bandas e com quem esta batalhando um lugar ao sol, por isto a cena esta fraca, com bandas ridículas e vazias, sem feeling, sem sentimento e infelizmente, mesclar qualidade musical e ideológica com força monetária é como encontrar uma agulha no palheiro. Hoje em dia, somente a força monetária é que esta sendo observada. Esta dita exploração e pseudo apoio a cena não se restringe tão somente aos pubs e casas de show, como também contamina revistas, sites, rádios, veículos de divulgação e comunicação diversos, sempre salvo as raríssimas mas existentes exceções.

Antigamente, lendo as histórias de bandas consagradas e monstruosas, tipo Iron Maiden, Slayer, e etc, nós que somos músicos nos acostumamos com a idéia de que algum dia, um olheiro vai ver o nosso show, vai acreditar no nosso trabalho e vai levar a banda adiante: cuidado!!! Muito cuidado com essa ilusão!!! Existem pessoas na cena, que iludem as bandas novas, iludem os músicos com promessas de crescimento, projeção e apoio, e as bandas, com imensa sede de mostrar seu trabalho, acabam se rendendo as exigências dos mesmos e fazem com que este tipo de situação se torne uma armadilha, em que cada vez mais as pessoas e bandas se tornam vítimas.

Hoje em dia é comum diante da lucratividade que é gerada, presenciar bandas “fakes”, bandas digamos que “humorísticas” sendo vangloriadas e tratadas como sendo bandas de verdade e que rapidamente ganham a cena, invadem a mídia, recebem enorme destaque e apoio de todos os lados. Nada contra bandas que possuem este tipo de linha musical e de “ideologia”, apesar de não concordar com as mesmas, eu as relativamente respeito até porque a culpa é de quem vangloria este tipo de “banda”, ou seja, o próprio público, isto reflete a fraqueza da atual cena, a maioria vangloria bandas de mentira pela falta de bandas de verdade competentes e com conteúdo.

Enquanto bandas que tiram sarro da cena e da história da música pesada ganham cada vez mais espaço, bandas sérias, competentes, porém de bolso fraco, são trancafiadas no ostracismo e fadadas a viver no dito “underground” já que a união neste caso não faz a força, a não ser na falsa pregação de quem conseguiu por N razões e relativo mérito atingir uma certa projeção e reconhecimento, e que continua a levantar a bandeira do underground. Bom, pelo menos algo eles ajudam a erguer, nem que seja somente a bandeira…

PS.: me reservo no direito de não citar nomes, meu objetivo com este texto é somente alertar as bandas e as pessoas que estão no underground e na cena, e não apontar o dedo a ninguém. Cada um que conclua da forma que achar melhor.

January 5, 2009

Melhores de 2008 - Equipe Metal Revolution elege os destaques do ano

Filed under: Uncategorized — André Luiz @ 2:33 am

ANDRÉ LUIZ

TOP 3 Bandas Nacionais
Esse ano de 2008 consagrou uma banda que há muito anseiava reconhecimento, e com muito trabalho e dedicação alcançou seu objetivo. Com o lançamento de Hellbound, o Torture Squad alcançou até o momento o ápice de sua discografia, um álbum que possui evoluções musicais excelentes mas que mantém a principal característica da banda. Seguindo a mesma linha de raciocínio, o Krisiun manteve as variações instrumentais de trabalhos anteriores sem perder sua marca registrada. Já as Velhas Virgens comemoraram 21 anos de carreira de forma totalmente independente, mesmo com pedidos de grandes emissoras e gravadoras na tentativa de mudar sua sonoridade crua e letras cômicas, lançando um DVD ao vivo contendo exatamente o que se vê em uma apresentação ao vivo da banda (aliás, os espaços na agenda da banda foram poucos em 2008). Pelos motivos citados, minhas escolhas nesse tópico são:
Torture Squad
Krisiun
Velhas Virgens

TOP 3 Bandas Internacionais
Bandas tradicionais soltaram plays com tentativas de inovações ou retomadas a sua sonoridade antiga, como Judas Priest e seu álbum conceitual com alguns pontos altos e outros medianos, Guns N’ Roses e sua flertada com o industrial que até agradou em algumas faixas mais no geral decepcionou os ardorosos fãs e o Metallica que se em certos momentos do Death Magnetic flerta com os clássicos do passado e em outros me arremete a sensação de ‘isso eu aprendo nas primeiras semanas da escola de música’. Por esse motivo me agrado das bandas que preferem seguir um estilo e variar sua sonoridade na medida certa, sem perder aquele sentimento na audição de ‘ah, é essa banda…’. Faço menções a Testament, Destruction, Belphegor, Motorhead e Amon Amarth, mas meu Top 3 será formado por:
AC/DC
Grave Digger
Whitesnake

Banda Revelação
Der Wahnsinn - muito se comenta sobre bandas que ganham fama por coverizar grandes nomes do cenário mundial, mas quando as mesmas se arremetem a fazer som próprio a coisa muda de figura. Ouvir Industrielle Revolution comprovou que a Der Wahnsinn não se trata apenas de uma reunião de bons músicos coverizando Rammstein, mas que os mesmos possuem mentalidade suficiente para somar suas influências nos alemães a de outras bandas, criar letrar e melodias cativantes e com sua experiência de palco adquirida durante os anos cativar o público em suas apresentações.

Destaques do ano
O Brasil recebeu inúmeras bandas tradicionais nesse ano, uma verdadeira temporada de grandes shows, dentre as quais cito Judas Priest, Whitesnake, Gamma Ray/Helloween, Nigthwish, Avantasia, Queensrÿche, Queen, Dream Theater, Deep Purple, Nazareth, Grave Digger, Possessed, Mayhem, Destruction, Sodom, Vader… Mas gostaria de destacar duas em especial que não havia visto até então: Megadeth e The Cult.
Em termos de sonoridade, Warrel Dane, mentor do Nevermore, lançou um álbum solo digno de aplausos até mesmo do falecido Chuck Schuldiner. Em Praises To The War Machine, o músico demonstrou um lado mais intimista que em seus trabalhos na banda de Seattle; já com relação a sonoridade, não me canso de apreciar a criatividade interpretativa do músico que flerta do death ao doom, com riffs e solos empolgantes e passagens utilizando artifícios eletrônicos.

PATRICIA OLIVEIRA

TOP 3 Bandas Nacionais
Amnese, banda experimental de Campinas, Brasil, com o Projeto Sofia e a Curva do Céu
Júpiter Maçã com o disco Uma Tarde na Fruteira
Salário Mínimo com o novo álbum “Simplesmente Rock”

TOP 3 Bandas Internacionais
Whitesnake com o álbum Good to be Bad, lançado em Maio de 2008
Scars on Broadway com a música They Say
Metallica com o álbum Death Magnetic

Banda Revelação
Este ano de 2008 foi do “The Killers”, com apenas dois CDs lançados já venderam cerca de 11 milhões de álbuns. Em novembro de 2008 a banda comemorou a entrada do hit “When You Were Young” no set list de Guitar Hero III: Legends of Rock. Day & Age é o quarto álbum desta banda que faz uma ode aos “the eigities revival”. São fatalmente comparados ao U2, porém afirmam que não querem imitar ninguém e preferem serem lembrados pela música que fazem. Uma curiosidade: eles chamam o fã clube de vítimas (quem sabe você não poderá ser a próxima?).

Destaques do ano
Amantes de música clássica e de gêneros afins certamente já ouviram o canadense indie rock The Árcade Fire. Termina neste ano de 2008 a tour do álbum Neon Bible, foi o que anunciou Win Butler, vocalista da banda. Durante dois anos, foram 122 shows (incluindo 33 festivais) em 19 países. “The Arcade fire” ganhou vários prêmios em 2008, como o irlandês Meteor Music Awards de Melhor Álbum Internacional e o Juno Awards, que presenteia os artistas canadenses, como Melhor Álbum Alternativo do Ano para o Neon Bible. A banda usa diversos e estranhos instrumentos para compor sua música. Junto com guitarra, baixo e bateria estão violino, piano e pedaços de revista que são rasgadas para dar aquele efeito especial ao som. Com apenas cinco anos de jornada, já tocaram junto a renomados nomes do rock, como David Bowie e U2.
Paramore ganha espaço no cenário do rock e especialmente nos corações dos fãs do filme Twilight (Crepúsculo, como foi traduzido no Brasil). O hit Decode, dessa banda norte-americana, pertence à trilha sonora de Crepúsculo, primeiro livro da série de Stephenie Meyer que conta a história do amor entre a insegura adolescente Bella Swan e o inebriante vampiro Edward Cullen.

RODRIGO GONÇALVES

TOP 3 Bandas Nacionais
Torture Squad - destaque absoluto de 2008, os caras conquistaram a Europa e finalmente lançaram o aguardado Hellbound, sucessor do maravilhoso Pandemonium de 2003. Uma pena não ter conseguido comparecer em nenhum show dessa que atualmente é a melhor banda do Brasil.
Krisiun - lançou um ótimo disco e continua a levar destruição e caos aos quatro cantos do mundo. Atualmente um dos grandes nomes do Death Metal mundial, mas nesse ano foi superado pelo ótimo lançamento do Torture Squad e pelo fato de ter feito poucos shows no Brasil.
Claustrofobia - em 2008 tive pela primeira vez o prazer de ver essa ótima banda ao vivo, fizeram um show maravilhoso no Méier, Rio de Janeiro. Uma pena que não lançam material inédito há algum tempo, mas pelo menos se destacaram bastante ao vivo e excursionaram até para a Europa. Espero um ano ainda melhor em 2009 para esses caras.

TOP 3 Bandas Internacionais
Judas Priest - lançaram o primeiro disco conceitual de sua carreira, o maravilhoso Nostradamus. Foi alvo de muitas críticas por causa desse lançamento, muitos não captaram o que a banda queria passar com esse álbum conceitual e saíram criticando sem ao menos dar uma chance para o disco que é muito bom. Vale mencionar a ótima turnê que passou pelo Brasil em Novembro.
Journey – foram tempos conturbados para a banda, entre a saída de Steve Augueri e com a passagem de Jeff Scott Soto nos vocais. Demitiram Jeff, acharam Arnel Pineda através de vídeos de uma banda cover do Journey que o vocalista havia postado no youtube e deram a volta por cima com o maravilhoso cd duplo “Revelation” que foi lançado em 2008. Muito bom ver a volta de um dos grandes nomes, talvez o maior do AOR.
Queen - muita gente fechou o olho, tantos outros torceram o nariz, mas o fato é que o Queen está de volta à ativa com o ótimo vocalista Paul Rodgers e os caras soltaram um disco de inéditas pela primeira vez em 13 anos, o primeiro da história da banda sem o falecido Freddie Mercury. E não é que o disco é muito bom?

Destaques do ano
Meu destaque absoluto do ano em termos de show vai para o Queensryche pelo show de duas horas com um maravilhoso set list e da atuação soberba de todos os músicos (sobretudo do vocalista Geoff Tate) na frente de apenas 800 sortudos no Rio de Janeiro. Ainda no âmbito shows cito o histórico show do Queen de volta ao Rio de Janeiro após 23 anos e prestando uma linda homenagem a Freddie Mercury. E por último, ao Judas Priest, pela ótima mudança no set list e vitalidade que os fazem surpreender os fãs após quase quarenta anos de carreira.
Em termos de lançamentos em cd destaque absoluto para a maravilhosa releitura feita pelo Exodus do clássico Bonded By Blood que marcou a volta de Tom Hunting a bateria do grupo e o maravilhoso trabalho de guitarra da dupla Lee/Gary Holt. E também para o já citado lançamento do Journey.

ALINE CRISTINE

TOP 3 Bandas Nacionais
Sunseth Midnight
Claustrofobia
Tuatha de Dannan

TOP 3 Bandas Internacionais
Slayer
Within Temptation
Moonspell

Banda Revelação
Uma banda que me chamou bastante a atenção foi o Hydria (”opening act” do Within Temptation aqui em São Paulo e da Tarja no Rio). Eles tem um talento nato. A vocalista Rachel Schuler tem uma voz limpa e perfeita e conta com Marcelo Oliveira e Luana França (G), Márcio Klimberg (K), Turu Henrick (B) e Fabiano Martins (D). Os cariocas não deixam a desejar em nada em seu segundo ano de trabalho na cena metal, o CD de estréia intitulado “Mirror of Tears” surpreende com o excelente nível das composições. Eles recebem influências de diversas vertentes do metal, por isso não tem como definir seu estilo.

Destaques do ano
É… lá se foi 2008! E se for para colocar aqui tudo que foi destaque no ano que passou, ficaria pelo menos três dias seguidos escrevendo sem parar! Em relação a shows posso dizer que o melhor na minha opinião foi o do Within Temptation. Simples e perfeito. (O duro foi camelar até o Espaço Lux que fica em São Bernado do Campo, ABC paulista).Depois da longa espera de 11 anos desde o primeiro álbum e nenhuma passagem da banda pelo Brasil, o Within finalmente aterrizou em solo brasileiro para alegria dos fãs que como eu, não viam a hora de ver e ouvir Sharon e banda (quase completa, pois o marido e guitarrista estava cuidando da filha do casal) bem de pertinho. A apresentação que ocorreu no dia 13 de abril, deixou 3 mil pessoas hipnotizadas. A banda tocou para fãs de diversas regiões do país e o público cantou todas as músicas sem parar. O fato da banda ter trazido apenas um guitarrista não interferiu em nada na qualidade da apresentação, provando o quanto eles são competentes além de carismáticos. Espero que o Within Temptation retorne muitas vezes (para minha felicidade!).

January 4, 2009

Whitesnake: melhor agora do que em 2005?

Filed under: Bandas — André Luiz @ 1:05 am

por Rodrigo Gonçalves
Repórter/Fotografo - Equipe RJ
Contato:
towlie@metalrevolution.net

Em 2005, me lembro de ter escrito que na ocasião da apresentação conjunta do Whitesnake com o Judas Priest, quem realmente se destacou foi a banda de David Coverdale que, por sinal, deixou o Judas Priest em maus lençóis ao fazer um maravilhoso show de abertura. E isso tudo com menos de uma hora disponível para fazer seu show e com uma fila interminável de clássicos para escolher para formarem o repertório do mesmo. Em 2008 a banda saiu em turnê para divulgar seu mais novo disco de estúdio (o primeiro em 11 anos), Good To Be Bad, que será lançado no mês
que vem. Em março foram anunciadas várias apresentações em terras brasilis. Diante da ótima impressão deixada em 2005, uma questão tem ecoado freqüentemente na minha mente perturbada: O que esperar dos shows desse ano? Será que a banda irá conseguir superar as apresentações de 2005?
Vamos tentar responder essas questões, mas, como diria Jack, o Estripador, vamos por partes. O fã mais desavisado ou o ouvinte ocasional podem não ter se dado conta, mas os últimos anos tem sido de trabalho intenso para David Coverdale e seus comparsas. Em dezembro de 2002, David decidiu que era hora da banda voltar à ativa e recrutou alguns renomados músicos para essa nova empreitada. Dentre esses músicos, destaco a dupla de guitarristas, Reb Beach e Doug Aldrich. Aliás, David parece ter encontrado nesse ultimo um parceiro musical como há muitos anos não tinha. Doug tem tudo para se tornar alguém tão importante como Adrian Vanderberg na história da banda.
Se em 2005 a banda tocou cerca de treze musicas (sendo dois solos) durante pouco menos de uma hora, dessa vez a banda está tocando cerca de dezoito musicas no dobro do tempo. Infelizmente os dispensáveis solos ainda continuam firmes e fortes no set na lista de musicas da apresentação. Em comparação ao set list que foi executado na noite de Oito de Setembro de 2005.
Em um breve comparativo com o set list executado em 2005, as duas unicas músicas que a banda está executando de diferente hoje em dia, são os clássicos “Fool For Your Loving” e “Ain’t No Love In The Heart of The City”. Só isso. Muito pouco para uma banda do porte do Whitesnake e que conta com um catalogo de sucessos de fazer inveja há muitas bandas com vários anos de estrada. Tudo bem que o David Coverdale já não é mais nenhum garoto, mas o cara ainda está em ótima forma e é perfeitamente capaz levar um set 100 minutos numa boa, sem qualquer tipo de comprometimento a sua perfomance.
Apesar de o disco novo ser muito bom a banda escolheu apenas três musicas para entrar em seu repertório, Best Years, Lay Down Your Love e All for Love. Best Years é claramente uma homenagem aos momentos que a banda tem vivido nos últimos anos, desde que David Coverdale decidiu que hora de fazer o nome Whitesnake brilhar novamente. Lay Down Your Love tem uma semelhança absurda com o hiper-ultra-mega hit “Still of The Night”. Tem até a repetição do vocal em estilo “Zeppeliano” do Coverdale. All For Love é uma daquelas musicas que você a escuta pela primeira vez, já sabe logo de cara que se trata de um clássico. Além de sair cantando imediatamente o seu refrão.
Falar de set list com uma banda como o Whitesnake é algo extremamente complicado dado o catalogo impressionante de sucessos e boas musicas que a banda possui. Pessoalmente eu acho que não existe um set list ideal para uma banda como essa. Aliás, tal coisa não existe para banda nenhuma. E numa nota mais pessoal ainda, devo dizer que tenho pensamentos e idéias bem especificas sobre com relação ao set list. A mais importante delas é que acho que a banda deveria voltar mais os olhos para suas raízes, tocar mais material dos quatro primeiros discos, da fase mais blues de sua história. Ou ao menos tentar mesclar de maneira mais efeticva esse material com os hits pós 1983 e as musicas do novo album. Como esses caras me deixam a maravilhosa balada “Summer Rain” de fora desse set list? Conheço pelo menos uma pessoa que adoraria ouvir essa musica ao vivo e que choraria alguns litros se essa musica fosse tocada no Brasil. Sem falar nas musicas do começo da carreira de David, quando ainda fazia parte do Deep Purple. Wath’s Going On Here e Soldier of Fortune são bons exemplos disso. Mas eu sei que essas duas ultimas são apenas devaneios de minha cabeça desocupada.
O fato é que apesar dos meus devaneios, rabugentices e restrições quanto ao set list, banda têm feito ótimos shows, acabou de gravar um album maravilhoso após um hiato de 10 anos (algo que o mais ardoroso dos fãs não esperava) e tem feito a alegria dos fãs por onde passa. O que mais podemos pedir de uma banda com 30 anos de estrada? São fatos como esse que, somados, me dão a esperança de que a banda ainda tem alguns brilhantes anos pela frente antes de encerrar as atividades de uma vez por todas. E dessa vez, de forma digna, diga-se de passagem.

Flametal - Flamenco Meets Metal

Filed under: Bandas — André Luiz @ 12:59 am

por Thiago Rahal
Agradecimentos por ajudar a construir o nome do website

Todo jornalista seja ele de qual área for deve por obrigação ter um pouco de curiosidade, pois sem ela como os tais iriam buscar novidades ou descobrir casos novos para contar ao grande público? Pois bem, eu como jornalista cultural ou como queiram musical, sempre saio por aí procurando bandas obscuras e novidades que aparecem pelo mundo e no Brasil. Alguns poderiam perguntar-se, mas como ele consegue essas bandas? A resposta é simples: comprando discos por indicações de amigos ou lojistas e até mesmo baixando músicas na Internet, sim eu baixo, mas depois compro e ajudo a divulgar, acho que nesse caso ocorre uma troca de favores, pois talvez sem essas minhas pesquisas pela rede, não teria encontrado esta banda que pra mim é uma das maiores revelações do Heavy Metal.
O grupo Flametal, vindouro dos Estados Unidos, mais precisamente da cidade de Berkeley chamou a atenção ao introduzir um estilo que estava meio esquecido na musica pesada, o Flamenco. Alguns grupos misturam elementos típicos de seus paises, como exemplos, as bandas Angra e Sepultura no Brasil, Avalanch e Mago de Oz na Espanha, Six Magics no Chile, entre outras. Mas, apesar destas bandas usarem desse artifício, o Flametal uma banda americana, realizou diversas pesquisas e decidiu encorporar este estilo originalmente espanhol. Capitaneado por Benjamin P. Woods (Flamenco Guitar, Electric Guitar, Cajon, Metal Vocals) e líder do Flametal, o experiente músico e com uma técnica impressionante no violão de 12 cordas, conseguiu juntar o que parecia impossível, Heavy Metal com Flamenco e ainda por cima, com vocais guturais. Com músicos de pouco renome, mas de grande técnica tais como, Angeline Saris (Baixo), Brian “Lazer” Spalding (Electric Guitar), Tomas “The Hammer” Perry (Drums) e dois membros que só se apresentam ao vivo, Fanny Ara (Claps, em português, palmas) e Mellisa Cruz (Claps, em português, palmas).
Em 2005, os americanos lançaram seu álbum de estréia sem nenhuma divulgação que merecesse destaque, mas The Elder recebeu ótimas criticas de algumas pessoas da imprensa e fez muito sucesso principalmente no Japão, conseguindo assim uma pequena turnê em terras nipônicas. Lançado de forma independente, a primeira prensagem de “The Elder”, contava com as seguintes músicas. Em ordem: 01 - The Elder/ 02 - Silencio, Escobilla/ 03 - Red Cobblestone/ 04 - Bruja Tortura/ 05 - P’alla Al Inferno Vas/ 06 - The Summoning/ 07 - Cuatro Caballeros e 08 - Journey Into Fear. Após este sucesso repentino no Japão e em alguns paises na Europa, além é claro nos Estados Unidos, a gravadora Powerslave Records gostou do projeto e lançou The Elder novamente no mercado, desta vez remasterizado e com algumas partes regravadas o disco contou com as seguintes faixas. Em ordem: 01 - Bruja Tortura/ 02 - Anda Jaleo/ 03 - The Elder/ 04 - Cuatro Caballeros (Instrumental)/ 05 - Silencio/escobilla (Instrumental)/ 06 - Red Cobblestone/ 07 - Into Fear (Instrumental)/ 08 - P’alla Al Infierno Vas/ 09 - The Summoning/ 10 - Uno Abajo (Instrumental)/ 11 - Tarantula (Instrumental)/ 12 - Skeleton Elder (Instrumental). O disco ainda ganhou dois vídeos clipes que circulam no Youtube e são eles: The Elder e Anda Jaleo.
Prestando atenção na sonoridade de The Elder, vemos uma banda com mais entusiasmo e querendo mostrar para o mundo o quão diferente e original ela é. Mesclando passagens no famoso violão de 12 cordas espanhol, com riffs pesados e às vezes com grandes influências de Judas Priest, Iron Maiden e bandas de Thrash Metal da Bay Area o Flametal criou algo único. Benjamin Woods não se segurou e cantou de forma diferente, um vocal gutural não muito técnico, mais gritado, criando assim uma sonoridade intricada e complicada de se escutar no começo de sua audição.
Agora em 2008, o grupo volta com um novo álbum. “Master of the Aire”, também com lançamento da Powerslave Records e desta vez, com bônus tracks somente ao mercado japonês, o Flametal mostrou um som maduro e com maior participação das influências espanholas. O disco contou com as seguintes faixas. Em ordem: 01 - Master of the Aire/ 02 - Seguiriyas/ 03 - Strange Rails/ 04 – Nightwalkers/ 05 - The Curse/ 06 – Istvan/ 07 - La Cuenta/ 08 - Left Hemisphere/ 09 – Peteneras/ 10 - The Swarm/ 11 - M.O.T.A. Reprise/ 12 – Yamato (Bonus Track)/ 13 - No Quarter (Bonus Track). Algumas músicas se destacam, dentre elas a versão para No Quarter do Led Zepelin, uma canção que se encaixou perfeitamente ao estilo Flamenco de ser. A canção “Nightwalkers” mostrou guitarras à Iron Maiden e se mostrou uma das mais cativantes do disco. Outros destaques vão para as músicas “Istvan”, “La Cuenta” e “Strange Rails”.
Em tempos de MP3 e divulgações via Internet, o Flametal liberou a audição de seus dois discos no site oficial. Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho desta banda, entre no web site www.flametal.com.
Se você conhece bandas que buscam sonoridades diferentes e/ou sons típicos de seus paises, favor entrar em contato comigo, pois acredito muito na originalidade e gostou de divulgar sempre que possível.

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